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    Poemas 1913-1956/Bertolt Brecht -

    Bertolt Brecht

    Editora 34
    2000
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-10: 8573261609
    Português Brasileiro
    4.4
    425 avaliações
    Leram801Lendo73Querem626Relendo3Abandonos17Resenhas22
    Favoritos42Desejados626Avaliaram425

    Esta coletânea, incluindo 260 poemas escritos entre 1913 e 1956, oferece uma substancial amostra da obra poética de Brecht - baladas, sátiras, canções de amor, versos para crianças, exortações à luta, louvações e elegias

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    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo15/02/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    É tempo de… poesia?

    Bertolt Brecht foi uma figura engajada e complicada - pelo menos em termos de produção literária. De acordo com uma entrevista dada pelo poeta André Vallias ao podcast da revista Quatro Cinco Um, organizador de outra seleção de poemas pela lendária editora Perspectiva, Brecht produziu mais de 2 mil poemas. Dá para imaginar? Pois é. Brecht é o típico homem do século XX. Intelectual, militante político (marxista) e artista. Nesta seleção de 260 poemas feita por Paulo César de Souza, os leitores podem se deparar com as múltiplas faces do conhecido dramaturgo: o satírico, o crítico sagaz, o apaixonado, o militante, o criador de elegias (poemas que se dedicam ao luto ou à tristeza, na explicação palpável, ou aqueles produzidos em hexâmetros e pentâmetros alternados, na explicação técnica), entre outros. E tem uma coisa que é engraçada nisso tudo. Bertolt Brecht é, creio, ao lado de Samuel Beckett, um dos principais dramaturgos do século XX. Mas confesso que não me lembro de ter visto algo baseado em suas peças. Portanto, vocês podem imaginar que eu sabia menos ainda da sua produção poética e, se você também se identifica com essa situação, esse pode ser um bom livro para se ter na estante. Brecht é, como muito bem definido na contracapa do livro, um poeta-cronista. Sua poesia, de cunho popular e militante, é feita muito mais da vivência que de sentimentos. São muitos os poemas incríveis e muitos os poemas inertes (afinal, temos aqui 260 poemas) da seleção. Como eu não faço anotações enquanto leio - tenho para mim que a leitura de qualquer livro deve ser sensorial ao extremo, sem paradas ou distrações, leve o tempo que for -, vou falar apenas de dois poemas que realmente me marcaram muito: o belíssimo "Lista de preferências de Orge", que é sucinto e de uma força imensurável, e o pequeníssimo "Se fôssemos infinitos", que termina o livro de forma épica, ambos facilmente possíveis de encontrar na internet. Dois poemas que mostram o poder da literatura em duas páginas, talvez menos, sem precisar de sagas ou volumes intermináveis. Vale a leitura.

    45 curtidas

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    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

    76 Livros
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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht