As Ilhas da Corrente (Grandes Romancistas Abril Cultural) - Islands in the Stream

    Ernest Hemingway

    Abril
    1984
    410 páginas
    13h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Ilhas na Corrente (Islands in the Stream) (1970) é a primeira das obras póstumas publicadas de Ernest Hemingway. O livro foi originalmente destinado a reavivar a reputação de Hemingway, após os comentários negativos sobre Na Outra Margem, Entre as Árvores (Across the River and Into the Trees). Ele começou a escrever em 1950 e avançou muito em 1951. O trabalho, em tosco mas aparentemente terminado, foi encontrado por Mary Hemingway entre 332 obras que Hemingway deixou quando da sua morte. Ilhas na Corrente estava pensado para englobar três histórias que ilustrariam diferentes fases da vida de Thomas Hudson, o seu personagem principal. As três partes do romance eram originalmente para serem intituladas "O Mar Quando Jovem", "O Mar Quando Ausente" e "O Mar em Sendo". Estes títulos, no entanto, foram alterados para o que agora são os seus três actos: "Bimini", "Cuba" e "No Mar". [Wikipédia] ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_na_Corrente

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    Igor Alves29/03/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Kurt Vonnegut comentou em um ensaio que a literatura clássica americana geralmente segue alguns padrões básicos de enredo como, por exemplo, o protagonista que não tem nada mas consegue ao longo da história alcançar seus objetivos; noutro padrão, mais ousado por sinal, temos o protagonista bem sucedido e que perde tudo, para depois ir reconquistando seu antigo sucesso. Nesse livro, Hemingway pegou esse segundo padrão e tirou a parte final, ou seja, o protagonista tem tudo e perde tudo e passa a viver com isso. É uma premissa difícil e amarga, e demorou um tempo para perceber que trata-se de um livro sobre o luto e sobre os arrependimentos do próprio autor. Mas apesar disso tudo, não posso dizer que é uma obra ruim. Hemingway escreve incrivelmente bem, transformando, com seus diálogos ágeis e precisos, situações comuns em inusitadas e fascinantes. E ainda temos o mar, tanto cenário quanto personagem, sempre presente na vida do protagonista, abraçando suas breves alegrias e seu sofrimento silencioso. Não foi uma leitura fácil, mas creio que esse era o objetivo do autor.

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