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    Carta sobre o Humanismo -

    Martin Heidegger

    Tempo Brasileiro
    1967
    106 páginas
    3h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    63 avaliações
    Leram138Lendo14Querem142Relendo1Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados142Avaliaram63

    "Quando o pensamento, saindo de seu elemento, chega ao fim, compensa essa perda valorizando-se como techne [que anteriormente ele definiu como 'o processo de calcular a serviço do fazer operar'], isto é, instrumento de formação, para se tornar, com isso, atividade acadêmica e, posteriormente, atividade cultural. A filosofia se vai transformando, aos poucos, numa técnica de explicação pelas últimas causas. Já não se pensa. Ocupa-se de 'filosofia'. Na porfia da concorrência, tais ocupações se apresentam publicamente como ismos [humanismo, existencialismo...] e procuram sobrepujar uma à outra. O domínio desses títulos não é um acaso. Bseia-se, principlamente nos tempos modernos, na ditadura toda particular da publicidade. Mas a chamada 'existência privada' também não constitui o ser-homem Essencial, quero dizer, livre. Ela, simplesmente, se enrigece numa negação do que é público. Esse, por sua vez não é outra coisa do que a instituição e a absorção, condicionadas metafisicamente, - de vez que proveniente do domínio da subjetividade - da abertura [Offenheit] do ente na objetivação incondicional de tudo. Por isso, a linguagem é posta a serviço da transmissão dos meios de troca. Aqui desconhecendo qualquer limite, a objetivação, como acesso uniforme de tudo para todos, se expande. A linguagem cai sob a ditadura da publicidade. É essa que, de antemão, decide o que é compreensível e o que deve ser rejeitado como incompreensível." (p. 30-31)

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    Thaís V. picture
    Thaís V.09/01/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Duas Pérolas

    * O homem não é o senhor do ente. O homem é o pastor do ser. Neste "menos" o homem nada perde, mas ganha, porquanto atinge a verdade do ser. Ele ganha a essencial pobreza do pastor cuja dignidade reside no fato de ter sido chamado pelo próprio ser, para guardar a sua verdade. * A linguagem é assim a linguagem do ser, como as nuvens são as nuvens do céu. Com seu dizer, o pensar abre sulcos invisíveis na linguagem. Eles são mais invisíveis do que os sulcos que o camponês, a passo lento, abre pelo campo.

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