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    Gothica - Contos juvenis de Gustave Flaubert

    Gustave Flaubert

    Berlendis & Vertecchia
    2006
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-10: 8577230015
    Português Brasileiro
    3.7
    333 avaliações
    Leram528Lendo19Querem156Relendo1Abandonos33Resenhas10
    Favoritos40Desejados156Avaliaram333

    Um Flaubert novo, quase desconhecido - jovem, exercita-se como narrador, cria personagens diabólicos, mas também profundamente humanos. Um Flaubert que brinca com a parafernália gótica, dando vazão a uma imaginação alucinada. Se o leitor busca bom entretenimento, ele encontrará aqui o frescor irônico de um gênero que sempre contou com um público fiel - pois a inspiração gótica adaptou-se à indústria cultural, passando dos livros e palcos às telas do cinema, à HQ e ao rock.

    Resenhas (10)Ver mais
    Suely Andrea  picture
    Suely Andrea 19/07/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    ⭐⭐⭐⭐💫

    Achei muito bom mesmo. Todos as contos foram bons. Fiquei muito feliz por ter encontrado essa obra perdida na biblioteca. Particularmente não gosto de ler os contos em sequência, prefiro dar pausas longas entre um e outro. Ler emprestado me obriga a acelerar o processo, então, mesmo que tenha tido vontade de reler cada um dos contos, só fiz isso em alguns trechos. Achei sensacional a escrita de Flaubert JOVEN, adolescente, imaturo, porém, prenúncio de genialidade, sensibilidade e capacidade de envolver. Recomendo.

    27 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 333
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas4%
    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert