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    Melhores poemas de Paulo Leminski (Coleção Melhores Poemas) - Seleção Fred Góes, Álvaro Marins

    Paulo Leminski

    Global
    2002
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 8526005278
    Português Brasileiro
    4.2
    968 avaliações
    Leram1682Lendo35Querem624Relendo6Abandonos17Resenhas60
    Favoritos128Desejados624Avaliaram968

    Paulo Leminski foi uma das grandes surpresas da poesia brasileira nos últimos trinta anos. Pertencendo a uma geração de insatisfeitos e irreverentes levou a insatisfação e a irreverência àquele ponto extremo para o qual só há uma saída: renovar ou se retirar. Renovou. Teve o dom mágico de mostrar ao país uma voz inconfundível, personalíssima, fluente e cheia de sonoridades misteriosas, como os rios. E como os rios, enriquecida por muitos afluentes: dos hai-kais de Bashô às experiências concretistas. Paulo Leminski Filho (1944-1989) nasceu e morreu em Curitiba. Foi seminarista e faixa preta de judô, professor, publicitário, apresentador de tevê. Gostava de polemizar. Era uma mistura de samurai e trovador. Homem de contrastes, como as suas origens étnicas: tinha sangue polonês e negro nas veias. Em sua poesia também convivem muitos contrastes e inquietações, ideais libertários e de contracultura, possivelmente os contrastes, ideais e inquietações de sua geração, o que explica a intensa receptividade popular de sua poesia. Em vida, Leminski lançou três livros de poemas: Caprichos e Relaxos (1983), Haitropikais (1985), em parceria com Alice Ruiz, e Distraídos Venceremos (1987). Outros foram publicados após a sua morte, mostrando um poeta prolífico e fascinado por muitos caminhos, mas extremamente preocupado com a linguagem, a expressão gráfica do poema, herança talvez do concretismo, e a concisão: "um pouco de mao/ em todo poema que ensina/ quanto menor/ mais do tamanho da china". Essas preocupações podem sugerir que tenha sido um poeta de gabinete. Nada mais falso. Os poemas de Leminski nascem de "suas vivências de beatnik caboclo", extraídos ainda palpitantes da árvore verde da vida, e, como observou Leyla Perrone Moisés, parecem "tão simples que é quase um desaforo".

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    Welliton Moreira picture
    Welliton Moreira27/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Poemas muito bons para reflexão e autoconhecimento

    LEMINSKI, Paulo. Melhores Poemas de Paulo Leminski. Ed. Global. 2002 Paulo Leminski foi um dos grandes poetas brasileiros e que a partir do ano de 2013 teve seus versos alcançando altos patamares e virando uma febre entre o público. Seus poemas convidam o leitor a experimentar ser aquilo que se é, sem medos, garantindo uma recompensa caso seja realizado o mergulho interior proposto. Em apenas alguns versos Leminski é capaz de desafiar o leitor na busca de seu autoconhecimento. Este foi mais uma experiência com poemas, achou bem escritos, e realmente alguns tocam no fundo da nossa alma, mas ainda assim não consegue me prender a atenção por muito tempo, este definitivamente não é meu tipo de leitura, mas aos leitores de poesias recomendo muito.

    39 curtidas

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    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas5%
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    Paulo Leminski Filho profile picture

    Paulo Leminski Filho

    Paulo Leminski Filho foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares. Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro. Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968). Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista. Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô. Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela. De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário. Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou

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    Paraná, Brasil

    Paulo Leminski Filho