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    A balada do café triste e outras histórias -

    Carson McCullers

    José Olympio
    2010
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788503010702
    Português Brasileiro
    3.8
    299 avaliações
    Leram435Lendo18Querem381Relendo1Abandonos4Resenhas16
    Favoritos27Desejados381Avaliaram299

    Reunião de contos de Carson McCullers (1917-1967). As histórias se passam em cenários macabros, onde amor e ódio se entrelaçam e a solidão das almas parece não ter fim. Escrito em 1951, poucos anos antes da sua morte, este livro de Carson McCullers foi considerado por Tennessee Williams uma das obras primas em prosa da língua inglesa.

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    Gilberto Ortega Jr16/07/2016Resenhou um livro
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    A balada do café triste e outras histórias

    A balada do café triste e outras histórias é o terceiro livro que leio de Carson McCullers (os outros dois foram A convidada do casamento e Reflexos num olhou dourado) o que se mantém em comum com os dois livros anteriores é o forte tom sentimental e melancólico, e sobretudo o fato de que apesar de produzir obras literárias acima da média, eu ainda não achei nada na autora que me faça pensar nela como uma grande escritora, talvez a única exceção, ao menos dos que já li dela, seja o conto Abalada do café triste, contido neste livro homônimo. A balada do café triste e outras histórias é composto pela novela que dá título ao livro e outros seis contos. Naquele que dá título ao livro, tudo seguia nos eixos na vida da srta. Amélia até de que nada surge na porta do seu café um anão e corcunda muito sociável, chamado Primo Lymon, que alega ser primo dela, logo ela acaba se apaixonando por ele, e o leva para morar em sua casa, e tudo segue tranquilo por um tempo, mas Marvin Macy acaba sendo solto do presídio e volta para assombrar Amélia, já que por apenas dez dias eles foram casados. O que Amélia não espera é que de certa forma o Primo Lymon acaba se apaixonando por Marvin Macy e as coisas vão tomando um rumo até culminar em um final muito peculiar. Em Wunderkind, o leitor tem em mãos um os primeiros contos de Carson McCullers, e talvez por isso mesmo contem grandes traços autobiográficos. O conto narra a história de uma adolescente de dezessete anos considerada um prodígio na música, mas um dia perde subitamente o seu talento. Aqui temos uma grande similaridade com a vida da autora que chegou a abandonar a prestigiosa Julliard para se dedicar a literatura. Madame Zilensky e o rei da Finlândia, conta a história de uma professora universitária de piano que tem o hábito de criar pequenas mentiras para transfigurar sua própria realidade, e vê seu mundo ruir quando é desmascarada. O interessante é que as mentiras dela nunca são graves ou maliciosas, ao contrário ela mente apenas para dar a si mesma uma vida exterior mais rica de vivências e quem sabe de emoção. Um dilema doméstico mostra ao leitor a vida de um jovem casal, cuja esposa após se mudar para cidade grande passa a beber e a ter depressão, preso emocionalmente a ela está seu marido e seus dois filhos. O marido não a deixa por ter atração muito grande nela, mas busca constantemente mascarar a realidade para que seus dois ilhós pequenos não notem o estado da mãe, e para que os seus filhos estejam seguros ele contrata uma babá em vista dos vários acidentes anteriores envolvendo a mulher e seus dois filhos. Por fim nos três contos mais desinteressantes temos um jóquei, magro e alcoólico atormentado pela culpa de, supostamente, estar envolvido em um acidente que deixou seu amigo paralítico (o jóquei), um homem que ao ir no enterro de seu pai, acaba se encontrando com sua ex mulher e um filho pequeno dela de outro casamento (o transeunte) e um típico filosofo de bar, enchendo o saco de um garoto com lições sobre o amor (uma árvore, uma rocha, uma nuvem). A balada do café triste e outras histórias é um bom livro, mas eu não diria que é um livro imperdível. Com toda certeza existe ali qualidades interessantes e uma escrita com tons mais delicados e psicológicos, o que para mim ficou a dever foi aquela qualidade básica que espero que qualquer livro que é a capacidade de me fazer virar as páginas e ler até o fim algo interessante, e isso não é exatamente o que a escrita de Carson me desperta, apesar de ser uma autora que acho acima da média.

    8 curtidas

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    3.8 / 299
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas3%
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    Lula Carson Smith

    A escritora americana Carson McCullers (1917-1967) não teve uma vida nada fácil. Um marido suicida, o alcoolismo e vinte anos com o lado esquerdo paralisado, depois de um ataque severo, de certa forma moldaram seu estilo. Seus livros, a começar por "O Coração é Um Caçador Solitário", que escreveu aos 23, e foi inesperado sucesso de público e crítica, contam histórias de personagens vivendo às margens da sociedade. Alguns porque não conseguem se adaptar, outros porque têm algum tipo de deformidade física ou moral. "A Balada do Café Triste" é seu conto mais conhecido (tecnicamente uma novela), e a coloca entre os chamados praticantes do gótico sulista, que inclui Flannery O'Connor, e William Faulkner.

    25 Livros
    78 Seguidores
    Georgia, Estados Unidos

    Lula Carson Smith