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    Dáfnis e Cloé - As pastorais

    Longo

    Pontes
    1990
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-10: 8571130345
    Português Brasileiro
    3.8
    39 avaliações
    Leram68Lendo1Querem78Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos5Desejados78Avaliaram39

    "Dáfnis & Cloé -- As pastorais". Notável romance grego do século II [ou III], ao estilo bucólico. Conta sobre dois jovens que se conhecem no campo e se apaixonam intensamente; em plena harmonia com a natureza e sob a bênção dos deuses. A história teve grande influência tanto na literatura posterior como nas artes em geral (pintura, música, escultura, dança, teatro, etc). Dáfnis e Cloé pode ser considerada mais uma novela do que propriamente um romance por sua curta extensão. Possui unidade de tempo, espaço e ação, como preconizado na Poética de Aristóteles, tanto pela história se desenrolar num único local como por ter como tema exclusivo a descoberta do amor e da sexualidade - após algumas peripécias e equívocos que envolvem a interferência dos outros personagens - culminando com a felicidade conjugal no "himeneu" do casal de enamorados, sendo o noivo um jovem pastor.

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    michl.19/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sob a sombra do loureiro, sob o olhar dos deuses.

    E pensar que toda essa história encontra como ponto de partida o desejo de rivalizar com um quadro avistado em Lesbos, especificamente no bosque sagrado das Ninfas, por um caçador/narrador. Muitos trechos são verdadeiras pinturas, como os animais marítmos furiosos junto com Pã tocando a siringe de guerra, o funeral pastoril de certo personagem, as epifanias dos deuses, o jardim Dionisofones e o lamento pelas flores, a descrição riquíssima dos campos e do passar das estações... tudo é extremamente belo! e não poderia ser menos, considerando que esse é um dos "The big five" dos romances de amor que sobreviveram até a nossa era. Essa é uma história de amadurecimento que consegue ser divertidissima, mais do que qualquer comédia grega, uma vez que boa parte das piadas desta custam a ser recuperadas, enquanto sobre aquela ao partir dos dramas universais sobre desejo, inocência e maturidade, com todas as glórias e todas as dores e todos os risos, por sua vez, nunca deixa de ser atual, leve e hilária. Apesar de dialogar muito com os domínios de Afrodite, são as Ninfas, ao lado de Pã e de Eros (quem sabe até de Dioniso, se forçamos mais a barra) que se destacam no romance. Gostei muito de ver esses deuses "menores" em posição de destaque. Outra a coisa a destacar, a última, é a influência de toda uma tradição pastoril, muito misteriosa e problemática pra nós, mas que podemos encontrar alguns vestígios já no século III a. C. em Ânite de Tégea no epigrama, Teócrito e seus idílios (influencia de peso aqui), Mosco e Bíon. Depois vem Virgílio e dá os seus dois centavos também sobre o assunto com suas "Bucólicas". O romance tem muito de onde beber, sem ficar atrás em nada. Recomendo muito a leitura e tradução da Denise Bottmann, que não é direta do grego, mas sim do francês. Apesar disso, é uma tradução muito boa e uma das únicas que temos atualmente em língua portuguesa.

    7 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 39
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas5%
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    Λόγγος

    Longo (gr. Λόγγος, lat. Longus) foi um escritor grego que viveu no século II d.C. (ou século III d.C.) e é autor do romance pastoril Dáfnis e Cloé, também chamado As pastorais. Muito pouco se sabe sobre sua vida, apenas que viveu na ilha de Lesbos. Dáfnis e Cloé foram o modelo de La Sireine de Honoré d'Urfé, a Diana enamorada de Montemayor, a Aminta de Tasso e The Gentle Shepherd de Allan Ramsay.

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    Lesbos, Hélade

    Λόγγος