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    O Alimento dos Deuses (Mestres do Horror e da Fantasia #15) -

    H. G. Wells

    Francisco Alves
    1984
    241 páginas
    8h 2m
    Português Brasileiro
    3.5
    162 avaliações
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    Favoritos6Desejados241Avaliaram162

    Dois cientistas um tanto excêntricos, bem britânicos, pesquisando o mecanismo do crescimento dos seres vivos, descobrem uma substância que acelera exageradamente esse crescimento, criando gigantismo em tudo -- seres humanos, animais, plantas, insetos. É o chamado alimento dos deuses, que logo escapa do controle dos dois e começa a espalhar-se pelo mundo, produzindo espécimes gigantes e perigosos, e termina provocando uma guerra entre os gigantes e os pequenos, ou seja, os normais. À primeira vista, portanto, parece que se enquadra na definição de Wells: não tem contato com a realidade e busca apenas divertir, denunciando, no processo, a intolerância humana para com as coisas incomuns -- os gigantes, no caso, poderiam ser tomados, por exemplo, como gigantes intelectuais, incompreendidos pelos homens comuns. Mas quando se pensa nas manipulações que hoje se fazem com a engenharia genética, a fábula, apesar de continuar sendo improvável, já não se mostra tão inverossímil assim.

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    Luiz Eduardo Carvalho07/02/2022Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    O alimento dos deuses é a revolução evolutiva e social

    Livro: O Alimento dos Deuses Autor: H. G. Wells Neste livro o autor conta a história de dois cientistas que, após vários estudos, acabam por desenvolver um fruto capaz de fazer crescer exponencialmente aquele que o ingere. Na tentativa de sistematizar e gerar experimentos, a fase de testes sai do controle provocando consequências imensuráveis, e a criação desde alimento se mostra capaz de alterar a estrutura social vigente como nunca antes foi imaginada. Dividido em 3 grandes eixos, num primeiro momento é relatado o caos social gerado pelo surgimento de animais gigantes, fruto do descontrole gerado pelos experimentos do alimento; em outra parte, mostra-se o como a propaganda política e as instituições político-sociais respondem a modificação gerada pelo nascimento de uma nova raça de seres humanos; e por fim, o embate ideológico entre aqueles humanos normais, e pequenos, frente a nova raça de seres humanos gigantes, e todas as implicações revolucionárias que isso pode gerar. O autor brinca com as questões, por exemplo, de como a revolução tão trabalhada e esperada no passado, acaba vindo de uma forma tão diferente e inusitada; é abordado o como a "classe" de cientistas considerados tão grandes em conhecimento, por vezes, mostram-se pequenos e estúpidos, técnicos demais, mas sem uma real descoberta capaz de modificar a sociedade; também é colocado de forma peculiar o como facilmente a grande massa da sociedade aceita determinadas questões. Cabe ressaltar que Wells em seus contos sempre aborda (por sua perspectiva socialista e utopista), de forma direta ou indireta, as reflexões do conflito entre duas raças ou classes diferentes; assim como também sempre aborda o sentimento "intrínseco" (ou até mesmo evolucionista) do ser humano em buscar algo revolucionário e uma ordem mundial, fruto deste sentimento revolucionário. "[...] E vocês descobrirão que assim são os "cientistas", como classe, em todo mundo. O que é grande neles constitui uma dor de cabeça para seus colegas cientistas e um mistério para o grande público; e o que não é, é evidente. Não há dúvida quanto ao que não é grande neles, pois nenhuma raça humana tem tão óbvia pequenez. No que se refere às relações humanas, vivem num mundo tacanho; suas pesquisas implicam infinita atenção e é uma reclusão quase monástica; e o que sobre não é muito." (H. G. Wells, p. 5-6) "As espalhafartosas e inúteis revoluções de antigamente, aquela imensa multidão de idiotas caçando algum monarca idiota e outros que tais, haviam de fato morrido e desaparecido; mas a transformação não morrera. Apenas se transformara. O novo vinha à sua própria moda, e além da compreensão comum do mundo." (H. G. Wells, p. 120) "Por muitas gerações. E os pequenos atrapalharão os grandes, e os grandes pressionarão os pequenos. Assim tem de ser pai. [...] Toda a vida é isso. Grandes e pequenos não se entendem um ao outro. Mas em todo filho nascido de homem, oculta-se uma semente de grandismo... à espera do Alimento." (Filho Redwood / H. G. Wells, p. 238-239) O livro em si é curioso, eventualmente torna-se muito interessante, bem como suas reflexões, entretanto, achei exageradamente longo, muitos pormenores sendo explorados mais sem que tenham uma efetiva importância no enredo como um todo. O livro em grande parte foi bem chato e entediante, esperava mais do livro, se comparado aos temas propostos.

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    • 4 estrelas28%
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    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas2%
    Herbert  George Wells profile picture

    Herbert George Wells

    Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells, foi um escritor britânico. Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como "romances científicos", inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade Edwardiana Tono-Bungay e Kipps. Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais. Desde muito cedo na sua carreira, Wells sentiu que devia haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances utópicos. Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. À medida que envelhecia, Wells foi-se tornando cada vez mais pessimista acerca do futuro da humanidade.

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    Herbert George Wells