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    Artigos Sobre Metapsicologia -

    Sigmund Freud

    Imago
    2004
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-10: 8531206634
    Português Brasileiro
    4.3
    8 avaliações
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    Neste livro o leitor encontrará alguns dos trabalhos mais importantes de Sigmund Freud, retirados da Edição Brasileira de suas obras psicológicas completas. O texto desses trabalhos passou por uma nova revisão, a fim de se chegar o mais perto possível daquilo que seria o texto original de Freud. Além das notas escritas pelo próprio Freud, permanecem os comentários que trazem esclarecimentos importantes sobre sua obra. O texto é apresentado em uma nova diagramação, com o objetivo de tornar a obra de Freud mais clara e acessível ao iniciante ou ao leigo.

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    Carlos Lyra10/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Metapsicologia científica

    A psicanálise, tradicionalmente, é dividida em teoria e prática. Ambas são complementares e, em geral, aparecem mescladas no trabalho do psicanalista. Contudo, é possível analisá-las de um ponto de vista didático, separando-as a fim de obter uma melhor compreensão das dimensões que compõem o universo da psicanálise. Nesse sentido, primeiramente, devemos esclarecer o que viria a ser a "teoria psicanalítica". Para tanto, podemos recorrer ao argumento utilizado por Laplanche1, de que a teoria psicanalítica pode ser dividida em dois níveis. No nível I, temos as teorias sexuais infantis, isto é, "ideologias, mitos, formalizações que, como tais, não poderiam ser nem refutadas nem provadas pela psicanálise"1 (p. 83). Essas teorias são elaboradas no discurso dos próprios pacientes e, posteriormente, são sistematizadas pela psicanálise, vindo a constituir generalizações denominadas de complexos (por exemplo, complexo de Édipo, complexo de castração). Segundo Laplanche1, essas ficções costumam ser bastante criticadas pelos opositores da psicanálise. Por outro lado, no nível II, temos a metapsicologia, um modelo teórico construído para descrever e explicar aquilo que é fornecido como dado no nível I. A metapsicologia, portanto, pretende ser uma teoria refutável e falsificável1. É nesse sentido que podemos sustentar a idéia de uma metapsicologia científica. Assim, alguns conceitos, como o de inconsciente, recalque, pulsão, entre outros, podem reivindicar sua natureza metapsicológica. Tendo definido o que entendemos por "teoria psicanalítica", podemos contrapô-la à dimensão da prática psicanalítica. Esta pode ser dividida em uma práxis e uma teoria da técnica psicanalítica. A práxis envolve toda a dimensão ética da experiência psicanalítica, marcada por uma ética do desejo, que difere da ética moral. Essa práxis envolve conceitos como "desejo do analista" e "contratransferência", entre outros, e foi desenvolvida e aprofundada no ensino de Lacan. Segundo esse psicanalista, a ética é a "dimensão mais profunda do movimento do pensamento, do trabalho e da técnica analíticos"2 (p. 248). Por outro lado, temos a teoria da técnica, que abrange conceitos como "associação livre", "resistência", "transferência", "interpretação de sonhos e parapraxias", entre outros. Muitos dos conceitos envolvidos na prática psicanalítica podem ser explicados do ponto de vista metapsicológico. Dentre os conceitos citados, destacamos o de "transferência" como principal instrumento da prática psicanalítica, sem o qual todo tratamento psicanalítico perde o seu sentido. A tendência da psicanálise atual é a de se concentrar na análise da transferência como instrumento privilegiado de trabalho, deixando de lado outros dispositivos técnicos, como, por exemplo, a interpretação de sonhos. Embora a transferência se coloque no centro de toda a prática psicanalítica, não podemos utilizá-la como instrumento único e exclusivo no processo psicanalítico, uma vez que os outros dispositivos citados devem auxiliar no andamento desse processo, inclusive no desenvolvimento do próprio vínculo transferencial. Assim, uma vez estabelecida a divisão entre teoria e prática em psicanálise, não resta dúvidas de que a metapsicologia, enquanto teoria explicativa, pode reivindicar a qualidade de ser científica3. E é a partir da metapsicologia, enquanto modelo científico da mente, que a neurociência atual pode estabelecer um diálogo fecundo com a psicanálise4.  LYRA, Carlos Eduardo de Sousa. O que é metapsicologia científica?. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul [online]. 2006, vol.28, n.3 [cited  2020-04-10], pp.322-329. Available from: . ISSN 0101-8108.  https://doi.org/10.1590/S0101-81082006000300011.

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    Sigmund Freud

    Freud foi o fundador da psicanálise. Iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em paciente com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente. Freud, suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

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    Morávia, Áustria (Império Austríaco)

    Sigmund Freud