Sociedade, Mídia e Violência -

    Muniz Sodré

    Sulina
    2006
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-13: 85-205-0291-1
    Português Brasileiro

    Muniz Sodré sabe como poucos que o real é sempre imaginário e que todo imaginário é real. Assim não produz metafísica. Desmonta as engrenagens do vivido como um especialista do cotidiado, desmascarando atores e processos sociais. Analista da mídia, vê por trás das câmeras o que as imagens parecem não mostrar. Em tempos de confusão ideológica e de falta de clareza teórica, esbanja precisão de transparência: "Os meios de comunicação de massa, sob as aparências de máquinas de informação, são de fato máquinas integradoras dessas simulações necessárias à nova ordem". Isso é apenas um exemplo do que o leitor encontrará a seguir. Dizer mais de nada adiantaria. A tríade de palavras que dá título a este estudo fala por si mesma. Sociedade, mídia e violência formam uma rede, uma encruzilhada, um enigma e três entradas para um exame implacável do imaginário social e tecnológico do Brasil atual.

    Resenhas (1)Ver mais
    Tiago Ceccon picture
    Tiago Ceccon11/04/2009Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Parnasiano

    Parnasiano. Não me vem à cabeça outra palavra capaz de descrever esse livro. Muniz Sodré, dotado dos mais modernos melindres semânticos, escreve um livro para intelectuais e acadêmicos, sem se importar em traduzi-lo para português. O leitor, ao navegar pelas confusas e rebuscadas linhas de Sociedade, Mídia e Violência, necessita por vezes recomeçar toda a página para entender uma ideia nova que o autor costuma introduzir sempre em meio a um enorme marasmo de redundâncias literárias. Redundância, aliás, é algo constante também no conteúdo do livro. Sua intenção é persuadir algo que já é senso comum: que a mídia tem uma grande parcela de responsabilidade no estado de violência que a humanidade vive. Remontando as raízes dos meios de comunicação em massa (principalmente no Brasil), Sodré demonstra como esses serviram para separar as classes e criar essa instável agressividade passiva que paira por sobre nossas cabeças. Não poupa o exército: dedica um capítulo inteiro, intitulado "A Sociedade Militarizada", a estudar as relações entre o governo ("detentor do direito à violência") e os problemas políticos que, pouco a pouco, vão sendo transformado em administrativos, segundo o autor. Enfim, um livro para quem tem paciência e vocabulário para aguentar 110 páginas de pura enrolação teórica.

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