Bucólicas - Edição Bilíngue

    Virgílio, Odorico Mendes

    Ateliê
    2008
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788574803944
    Português Brasileiro

    Pastores-poetas celebram seus amores, exaltam a vida rural e disputam a primazia no canto. A Ateliê e a Editora da Unicamp, com apoio da Fapesp, publicam as Bucólicas após 150 anos de sua primeira edição brasileira. Os versos campestres de Virgílio são, aqui, recriados por Odorico Mendes (1799-1964), um dos maiores tradutores que o Brasil já teve. Esta edição traz comentários que revelam como ele recriou a densa musicalidade e os efeitos estilísticos presentes no original do poeta latino.

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    Marcos Augusto01/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Públio Virgílio Maro é o poeta central da tradição romana, mais conhecido pelo épico Eneida. Aqui nas Bucólicas, ele se debruça a vida no campo nesse sentido conectado a se outro grande trabalho Geórgicas, possivelmente um lançamento futuro da Coleção Clássica da editora Autêntica, que vem fazendo excelente trabalho com seus títulos e traduções. Por esse motivo decidi comprar e reler Búcolicas, que já estou familiarizado com as edições da Oxford, Penguin e Loeb. Bucólicas é uma coleção de 10 poemas pastorais desconexos compostos entre 42 e 37 a.C, que retratam pastores vivendo em uma paisagem meio real, meio fantástica; estes poemas alusivos oscilam entre o real e o artificial. Estão repletos de alusões tópicas, e no quarto ele já aparece como um profeta nacional. Virgílio foi atraído para o círculo formado por Mecenas, ministro-chefe de Augusto. Em 38 a.C, ele e Varius apresentaram o jovem poeta Horácio a Mecenas; e com a vitória final de Augusto em 30 a.C, o círculo foi consolidado. Com o reinado de Augusto iniciou-se a segunda fase da Idade de Ouro, conhecida como Idade Augusta. Encorajou a noção clássica de que um escritor não deveria tanto tentar dizer coisas novas, mas sim dizer melhor as coisas antigas. Essa percepção já aparece nas Bucólicas, inspirado pelo poeta grego Theocritus, inventor do poema pastoril. que geralmente apresentam pastores que competem em canções elogiando a beleza da paisagem junto com os encantos de um menino ou menina querido. Divido em duas sequências de cinco poemas cada, 1–5 e 6–10; os poemas mais longos, 3 e 8, ocupam posições simétricas nesse arranjo. Os poemas 2 e 7, bastante fiéis ao tipo de poesia que modelam, sucedem aos poemas mais ousados, 1 e 6, que também ocupam posições paralelas na coleção. A quinta bucólica contém alusões sutis à primeira, encerrando assim a primeira metade. A sexta, com a sua referência a escritos pastorais anteriores, marca um novo começo Assim, te convido a Arcádia, com essa ótima tradução em português.

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