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    O que Lacan dizia das mulheres -

    Colette Soler

    Zahar
    2005
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 85-7110-888-9
    Português Brasileiro
    4.2
    19 avaliações
    Leram38Lendo27Querem281Relendo1Abandonos2Resenhas2
    Favoritos1Desejados281Avaliaram19

    Com um olhar penetrante, Colette Soler mistura teoria com especialidade clínica. Ela explica de forma sedutora o que Lacan pensou sobre a controversa questão de diferença sexual. Com o cuidado que esse tópico merece, a autora discorre sobre questões como a concepção de mulher e a relação com o masoquismo, a ligação entre feminilidade e histeria e entre amor e morte, e a relação sexual impossível de que Lacan fala. Além dos conceitos comuns lacanianos, O que Lacan dizia das mulheres também explora o papel da mãe no inconsciente, a compreensão lacaniana de depressão e a razão por que os depressivos não se sentem amados. Não é preciso ser feminista para perceber os preconceitos de Freud, muito característicos do fim do século XIX. Os debates pós-freudianos da primeira metade do século XX, inspirados numa preocupação totalmente inversa com a equidade, não fizeram a questão avançar. Foi preciso chegar à segunda metade do século e a Jacques Lacan para que algo novo se fizesse ouvir. A subversão sexual já estava em curso na civilização, e era impossível ignorar, neste começo de século XXI, o que por pouco a psicanálise deixou escapar. "Colaboradora próxima de Lacan, Colette Soler é uma psicanalista conhecida no Brasil (onde vem regularmente há vinte anos) por sua transmissão clara e precisa da psicanálise, tanto em suas palestras quanto em seus textos. Em O que Lacan dizia das mulheres - livro que recebeu o prêmio Psyché 2002, concedido pela Association Française d'Etudes et Recherches Psychiatriques -, a autora aborda a posição feminina a partir da teoria de Lacan, que vai além da abordagem falocentrista e edipiana de Freud e propõe que as mulheres têm acesso a um outro gozo por não estarem totalmente absorvidas na lógica fálica e patriarcal." Antonio Quinet

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin18/12/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Na primeira parte Che Vuoi? a autora delineia os aspectos do que difere Lacan e Freud em relação às mulheres, o gozo fálico e Outro. Na segunda parte, Clínica Diferencial, a autora aborda as diferenças entre histeria e feminilidade, o masoquismo e a mulher e a depressão e o feminino. Na terceira parte a temática é sobre a mãe, como se dá no inconsciente, a angústia da mesma e a análise de caso sobre a Piggle de Winnicott (este que me fez intuir o quão psicanalítico e o filme Babadook). Na quarta parte, Mulheres na Civilização, a autora trata da histérica na época da ciência, as diferenças da mulher para Balzac e Freud, as éticas sexuadas que mostram como para Freud anatomia é o destino e para Lacan as pessoas tem escolha, além do sentido do casamento na contemporaneidade. Na quinta parte, Maldição, Soler define os tipos de amor através dos tempos e delimita a mulher sintoma e o homem-devastação. Na sexta e última parte, A Análise, a autora perpassa o amor de transferência e as diferenças entre o homem com maior capacidade de ser "massificável", de se render a um líder e a mulher que tende a ser mais independente. O livro encerra com um anexo sobre a sexuação lacaniana.

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