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    Photomaton & Vox -

    Herberto Helder

    Assirio & Alvim
    2006
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-10: 9723701243
    Português
    4.5
    13 avaliações
    Leram28Lendo6Querem52Relendo1Abandonos1Resenhas1
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    Nas bancas, sob o profundo manchado vermelho da capa, a poesia e a prosa, inevitavelmente poética, são de Herberto Helder. Editada pela primeira vez em 1979 e esgotada quase de seguida, a edição sofreu algumas emendas, sendo esta considerada pelo autor como a versão definitiva. São textos biográficos, como o próprio título deixa perceber, poeticamente transfigurados por uma das mais seguras e fulgurantes escritas que o nosso século tem reconhecido e vem admirando.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra picture
    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra01/06/2026Resenhou um livro

    " A autobiografia de um poeta obscuro? Ou a invenção poética de uma biografia? Em Photomaton vox, o eu autoral não se distingue das alegorias, homenagens, montagens, imprecações e metáforas apocalípticas que o texto convoca. Em prosa ou em verso, ambos ritmados, vigorosos, magníficos, Herberto Helder fala da sua ilha natal, das experiências limite, das deambulações europeias, dos seus companheiros de jornada Hlderlin, Rimbaud, alguns surrealistas, alguns beats, mas fala sempre de outra coisa. Defensor de uma radicalização do discurso lírico, o poeta contesta a realidade vista como documento, a cisão entre o interior e o exterior de uma cabeça, a legibilidade transparente. E por isso faz de cada imagem a chave de outra imagem. Pedro Mexia " Disal.

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    Herberto Helder profile picture

    Herberto Helder

    Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em Luanda, Angola, em 1971, onde sofreu um acidente grave. É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa que recusou. É pai do jornalista Daniel Oliveira. A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Escreveu "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra. A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da Imago da Mãe.

    26 Livros
    33 Seguidores
    Ilha da Madeira, Portugal

    Herberto Helder