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    Eon - O Décimo Segundo Dragão - Eon - Livro 01

    Alison Goodman

    Galera Record
    2011
    474 páginas
    15h 48m
    ISBN-13: 9788501086716
    Português Brasileiro
    4.2
    276 avaliações
    Leram396Lendo16Querem570Relendo1Abandonos21Resenhas22
    Favoritos59Desejados570Avaliaram276

    Ser um Dragoneye é uma exclusividade para homens. Tornar-se um deles é o que todos os garotos que estudam Magia de Dragão sonham conseguir. Uma criança, ou melhor, uma jovem, também tem esse desejo. E, com habilidades fora do comum, o caminho para conquistar seu objetivo parece simples. Entretanto, a revelação de um grande segredo poderá acabar com tudo isso. Eon tem 12 anos e treina desde criança. O estudo intensivo de Magia de Dragão, baseado na astrologia da Ásia Oriental, envolve dois tipos de habilidade: trabalho com espadas e aptidão mágica. Tanto o rapaz quanto seu mestre esperam que em breve ele seja escolhido como Dragoneye – um aprendiz de um dos doze dragões de energia da boa fortuna. Por ter uma habilidade única com dragões de energias diversas – só Eon é capaz de enxergar mais de um dragão. Mas, apesar de ser diferente, ele guarda um segredo perigoso. Na verdade ele é Eona, uma jovem de 16 anos que se faz passar por menino em busca da chance de se tornar Dragoneye. Mulheres não têm o direito de usar Magia de Dragão e se alguém descobrir que ela vem se disfarçando, sua morte seria a consequência. Quando seu segredo é ameaçado, a jovem e seus aliados são lançados a um destino imprevisível. Em meio a uma luta mortal pelo trono do império, Eona precisa encontrar a força e o poder interior para lutar contra aqueles que querem roubar sua magia e, consequentemente, sua vida.

    Resenhas (22)Ver mais
    Bianca Briones picture
    Bianca Briones19/06/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mais uma resenha do http://redomadecristal.com.br/blog/

    “- Ninguém pode saber verdadeiramente o que está no coração de outro homem.” Quando a vontade de ler, Eon – O Décimo Segundo Dragão, de Alison Goodman, começou a despertar em mim, eu não tinha visto nem a capa. O desejo nasceu por causa dos comentários da Bell, do Nem um Pouco Épico. Não cheguei a ler resenhas, nem mesmo a sinopse. Confiei em sua opinião e não sosseguei até ter o livro em mãos. EON foge do óbvio mundinho dos YA Books atuais. Apesar de tratar de alguns de seus temas, não é “mais do mesmo”, como diz a Alba Milena. Eu não sabia o que esperar dele e certamente não imaginei que a história pudesse me prender tanto. São 474 páginas de fantasia. Terminei de ler ontem à noite e não consegui dormir depois. Fiquei pensando na história, na política por trás da história, no jogo de interesses e na capacidade da autora de criar um mundo completo diante do leitor. Quantas vezes começamos a ler um livro de fantasia e acabamos nos perdendo porque não conhecemos a política, história e cultura do mundo criado? Não é o que ocorre em EON, pelo contrário. A autora constrói o mundo aos poucos em nossas mentes. Explicando calmamente história, política, cultura e muito mais. Passamos a fazer parte da fantasia e entendemos o comportamento dos personagens tranquilamente. É claro que isso tornará o livro mais lento. Demorei mais tempo do que costumo para ler. O livro é ótimo, mas deve ser apreciado e não engolido. “Mulheres não tem lugar no mundo da magia dos dragões. Acredita-se que elas tragam corrupção à arte e não tenham força física ou a nobreza de caráter necessárias à comunhão com um dragão de energia.” Eon é Eona. Ela esconde seu sexo há quatro anos. Precisa agir como menino. Mulheres são menosprezadas e consideradas fracas nessa sociedade. Ela ouviu tanto que as mulheres não são dignas que acredita nisso de coração e se esconde. Sentimos seu dilema claramente na narrativa em primeira pessoa. Imaginem como é horrível não mostrar seu verdadeiro eu? Ser forçada pela lei da sobrevivência a ser outra pessoa. O leitor sofre junto com ela. É visível o quanto ela tenta fazer o certo e o quanto isso é desgastante. “Algumas coisas deveriam permanecer guardadas.” No começo da leitura, lembrei de Mullan, mas durou pouco. O que acontece com Eona é mais cruel. Além de ser mulher, ela tinha uma deformidade no quadril, o que a torna ainda mais desprezível aos olhos dos homens. É mais seguro e necessário ser Eon. Isso não quer dizer que ela seja uma desistente. Não, Eon é um lutador. Eona é uma lutadora, uma sobrevivente. Ela apenas cede e acredita que é melhor continuar “sendo” homem. Superação é uma palavra-chave nessa história. Alguns personagens não eram aceitáveis por ser quem eram e ainda assim eles lutavam. Aqueles que eram considerados os mais fracos eram os que mais se esforçavam para fazer o certo. Gostaria de poder falar de vários personagens, mas há tantas surpresas que prefiro deixá-los descobrir sozinhos. Adianto que são bem-construídos, complexos, esféricos. Apesar da fantasia, você verá pessoas e sentimentos reais. A esperança de muitos é que Eon/Eona consiga se conectar e usar o poder de um determinado dragão, mas o livro irá muito além disso. Amizade, rivalidade, sobrevivência, preconceito, lealdade, traição e muita ação ajudarão a formar o contexto. “- Homens também enxergam a amizade como um laço poderoso, Sua Alteza. – comecei a dizer, sentindo o capricho dos deuses no meu papel repentino de autoridade em assuntos que se referiam à masculinidade – Mas não é algo que decorre de ordem, e a confiança é um centro que pode demorar muito para ser alcançado.” Laços de sobrevivência mútua misturados com amizade começam a ser desenvolvidos entre Eon e o Príncipe Kygo. Talvez isso terá mais destaque no próximo volume da série, EONA. Quando terminei de escrever a resenha, fui ler outras e descobri que algumas pessoas reclamaram que não tinha romance, então resolvi acrescentar mais esse trechinho. Puxa! Eu vi romance para todo lado. Várias inclinações e momentos que diziam muito mais do que estava escrito. Aprendam a ler as entrelinhas, queridos. Nem tudo é escancarado. Recomendo muito a leitura.

    9 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 276
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Alison Goodman profile picture

    Alison Goodman

    Goodman came to attention with her debut novel Singing the Dogstar Blues (published in Australia 1998, subsequently released in several foreign editions). The novel won an Aurealis Award for best young-adult novel. In July 2007, her adult crime thriller Killing the Rabbit was published in the USA and was shortlisted for the Davitt Award. The first book in Goodman's crossover fantasy duology The Two Pearls of Wisdom was published in Australia and the U.K in mid-2008. It was also released in the USA in late December 2008 under the title Eon: Dragoneye Reborn. It has subsequently been sold into 13 countries and translated into 10 languages. The novel won the 2008 Aurealis Award for the Best Fantasy Novel, is a 2008 James Tiptree, Jr. Award Honor Book and a Children's Book Council of Aus

    11 Livros
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    Victoria, Austrália

    Alison Goodman