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    O segredo de Eva - O que não lhe disse

    Adriana Vargas

    MODO Editora Tradicional
    2012
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-13: 9788565588133
    Português Brasileiro
    4.3
    66 avaliações
    Leram76Lendo6Querem167Relendo0Abandonos6Resenhas35
    Favoritos23Desejados167Avaliaram66

    Um segredo corroendo por dentro… Quem poderá perdoá-la? Seu corpo tem dono, voz e anseios. Eva, escritora incomum, aprendeu a sentir a partir do momento em que Tom, fotógrafo e sedutor, tocou-a, profunda e degeneradamente. Eva transpira, transborda, transgride os pecados condenados pelo mundo. Sua missão é sobreviver mediante orgasmos, soluços e... um segredo que abalará para sempre sua vida. Um segredo que dividirá com seus leitores.

    Resenhas (35)Ver mais
    Fulana Leitora picture
    Fulana Leitora23/04/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha feita por Kezia Martins para o Blog Fulana Leitora: http://fulanaleitora.blogspot.com.br/2012/10/resenha-o-segredo-de-eva-adriana-vargas.html

    Terminei de ler O Segredo de Eva, com os olhos cansados e cheios de lágrimas. E nem vou falar do coração, porque ele ainda está em frangalhos... O livro nos conta a história de Eva. Uma escritora, intensa em sua forma de viver, introspectiva e por muitas vezes triste e solitária, ela esconde um segredo o qual nos é revelado de forma surpreendente. Eva mora com três amigos, Chris, Samanta e Tabata. A amizade e cumplicidade entre eles é admirável. Eva é daquele tipo de pessoa que não demonstra, mas não quer dizer que não sinta. Ela sente, e muito, e percebendo isso durante toda a leitura. Eva é muito dura consigo mesma, sempre se privando de sentir, justamente quando isso é o que ela mais quer. A contradição de seus sentimentos é perturbadora. Os sentimentos são tão intensos e explícitos que se torna impossível não senti-los na própria pele. Fui Eva durante a leitura, senti suas incertezas, dúvidas, medos e anseios. Dividimos esse segredo. É isso o que a Adriana faz ao escrever. Leva-te a viver o livro durante toda a leitura, te prendendo a história e o fazendo ansiar por seu desfecho, como se fosse o de seu próprio futuro. “Eu sou meu caos, e também, meu ponto de encontro comigo mesma, sou o que acreditar que sou. E neste momento, estou indecisa quanto ao que sou.” Eva se apaixona e vive esse amor com tanta intensidade, sem se reprimir, se permitindo sentir toda a extensão e profundidade desse amor, a levando a lugares antes inimagináveis. Ela se desprendeu de toda repressão e retaliação que ela mesma se impunha. Se libertando dos seus grilhões e vivendo plenamente esse amor arrebatador. Finalmente o amor a tinha libertado. Ela se deixou levar e sentir e viver, tudo plenamente, como sempre ansiou. Deixando de lado seu escudo protetor e se doando ao amor. “Um namoro iniciado no verão de um ano qualquer. Tudo passou a ser qualquer fato, qualquer hora do dia, qualquer música tocando... O que é uma data, perto dos segundos do lado de quem me devolveu o desejo de viver?” Alguns podem achar a leitura cansativa por sua característica poética, mas é nisso que reside a beleza do livro. O livro é praticamente um monólogo de Eva e seus sentimentos, em nenhum momento é enfadonho, e sim cativante. Mas, além de Eva, os demais personagens, cada qual com suas características, tornam a experiência da leitura única. Chris, o melhor amigo de Eva, é o meu personagem preferido. Sua lealdade para com Eva é tocante. Um verdadeiro amigo sempre disposto a lhe ouvir e socorrer quando preciso, sem nunca julga-la ou repreende-la. “Obrigada por ter vindo, saiba que teu amor, mesmo silencioso, muitas vezes faz com que eu descubra grande parte de mim. Te amo.” Chris para Eva. A escrita da Adriana sempre me surpreende e encanta. O cuidado na escolha das palavras, seus textos sempre tão poéticos, a intensidade de sentimentos contidos em diálogos que, se escrito por outros, seriam banais, tão presentes nesse livro que são quase palpáveis. Eu me peguei, por diversas vezes, perdida nos sentidos de Eva. A sua intensidade é arrebatadora, não tem como não se envolver com sua história. No decorrer da leitura você sente como se o segredo a ser revelado fosse o seu. Quando o segredo foi revelado eu só consegui pensar “meu Deus, como eu não percebi isso antes?” Fiquei surpresa e chocada em primeiro momento, mas depois fui assimilando suas razões e motivos e entendi sua dor. Mais do que o segredo, o que ficará gravado será a intensidade de Eva e sua contradição. Seja em sentir ou deixar de ser. Para ela nunca nada é pela metade, é tudo ou nada. Segredos serão revelados, corações serão partidos. Mas, cuidado. O coração partido pode ser o seu.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 66
    • 5 estrelas59%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
    Adriana Vargas de aguiar profile picture

    Adriana Vargas de aguiar

    Nascida em 27 de dezembro em Anápolis, Goiás, veio para Mato Grosso do sul ainda pequena. Começou a escrever desde que aprendeu a ler, pois seus pais compravam enciclopédias infantis ilustradas para incentivar seu gosto pela leitura, enquanto as crianças brincavam no quintal. Imaginava histórias que nunca viveu e as passava para o papel. Esses escritos, porém, eram escondidos debaixo do colchão. Ao serem revelados, venceu o seu primeiro concurso literário aos oito anos de idade, representando seu estado em nível nacional, o que lhe deu a segunda colocação no Concurso Mirim, realizado em 1978. Aos treze anos escreveu seu primeiro romance. No ano de 2000 entrou para a Academia de Direito pela Universidade UCDB, sendo uma das alunas mais aplicadas do curso. Apaixonada por leitura filosófica, procurava por obras de autores como Platão e Hanna Arendt. Encantou-se com os Iluministas e as histórias das antigas civilizações. Participou de projetos, como o incentivo às cooperativas. Dia 10 de Novembro estará recebendo o prêmio INTERARTE, em Goiânia, pelo destaque nacional de seu livro O OITAVO PECADO. Tendo seu nome reconhecido e destacado em placa num museu ligado à arte e cultura na Áustria. Fez Direito pelo senso de justiça que a alimenta e sempre haverá alguma lacuna em suas obras para ressaltar as misérias sociais e a busca por mobilização. Julga-se morta quando se encontra em estado de falta de inspiração. Pretende escrever como amadora durante toda a sua vida, pois somente desta forma consegue se encontrar livre em sua escrita, escrevendo como quer e quando quer, como um mero desabafo do eu interior. Hoje afastou-se das práticas forenses, buscando novos desafios, tendo uma parte de seu tempo dedicado arduamente aos seus livros e leituras de livros como filosofia, sociologia, civilizações antigas e ao trabalho que desenvolve em prol dos novos autores no Clube dos Novos Autores, onde é coordenadora geral. A sua contribuição para com a literatura brasileira é ressaltar os valores escondidos longe da hipocrisia. Fala dos sentimentos como são e da vida como é. Nas entrelinhas de seus escritos estarão ressaltados os valores esquecidos pela marcha do capitalismo emergente. Todos os seus trabalhos são palpados em pesquisa de campo junto à realidade dos comportamentos e traços característicos do que escreve, convivendo com as pessoas e situações. Questionadora por natureza, está sempre em busca de respostas. Tem o ímpeto atrativo em escrever livros inspirados em acontecimentos verídicos. Adriana desenvolveu um estilo literário ímpar, seus livros são marcados por singularidade e inovação linguística. A escritora encabeça a lista de traços inéditos à literatura nacional. O fluxo da consciência indefine as fronteiras entre a voz do narrador e a das personagens, de modo que reminiscências, desejos, falas e ações se misturam na narrativa num jorro desarticulado, descontínuo, que tem essa desordem representada por uma estrutura sintática caótica. Assim, o pensamento simplesmente flui livremente, pois as personagens não pensam de maneira ordenada, e sim, conturbada e desconexa, ou seja, é a espontaneidade da representação do pensamento das personagens que caracteriza o caos de tal marca literária. Aprecia a escrita de romances e discurso interior. Seus livros possuem o dom de nascerem viscerantes – em pouco tempo o leitor torna-se íntimo de suas personagens, criadas com o afã de cavar, no fundo do âmago, o sentimento capaz de dominar, jogar os leitores entre as suas palavras, em uma entrega não somente infinita, mas de profundidade. Este é o modo como vive e se relaciona com a vida. Com participações e menções honrosas em vários concursos literários, acredita neste caminho para galgar as escadas tão dificultosas em um país cuja leitura ainda é um desafio. Impressões do Crítico Literário Bezerra Bernardes.

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    Adriana Vargas de aguiar