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    O despovoador / Mal visto mal dito -

    Samuel Beckett

    WMF Martins Fontes
    2008
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8533624409
    Português Brasileiro
    4.4
    49 avaliações
    Leram104Lendo6Querem97Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos10Desejados97Avaliaram49

    O despovoador e Mal visto mal dito , dois textos de Samuel Beckett reunidos neste volume, fazem com que o leitor, crítico ou não, abandone o maniqueísmo do preto-no-branco, repensando a utilidade de esquadro e compasso.

    Resenhas (2)Ver mais
    Carla Silva picture
    Carla Silva22/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Notas Soltas - Impressões

    O Despovoador: A escrita evoca descrições dos movimentos dos personagens (?) como se fossem atores se movendo num palco de teatro (faz sentido; Beckett escreveu peças); o cenário evoca Dante e seu Inferno, os mitos gregos de castigo dos deuses (Tântalo, Sísifo), distopias, ditaduras talvez; enfim - nada de bom. Deprimente. Um pesadelo. Sufocante. Mal visto Mal dito: A escrita por vezes evita os verbos, fazendo mais uso de conjunções, substantivos, adjetivos; uso de frases invertidas como na poesia. O cenário evoca - velhice, luto, morte, solidão. Trata-se de uma idosa observada (?) e certas alusões a Vênus fizeram-me pensar se não há, junto com a velhice, um despedir-se da sexualidade, do desejo erótico, da parte da protagonista, ou ainda um ressentimento dela por ter perdido a juventude e já não ser mais alvo do desejo masculino. Impressões, como se vê. Instigante, ambíguo, incomum, fascinante. Para reler.

    14 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 49
    • 5 estrelas59%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Samuel Beckett profile picture

    Samuel Beckett

    Samuel Beckett é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas. Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 graduou-se em literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês. Em 1928, foi lecionar em Paris, onde conheceu James Joyce, de quem se tornou amigo. Durante o ano de 1930 Beckett lecionou na Irlanda. Nessa época escreveu o estudo crítico "Proust", comentando a obra do grande escritor francês. No ano seguinte Samuel Beckett fixou residência em Paris e escreveu a sua primeira novela, "Dream of Fair to Middling Women", que seria publicada somente depois de sua morte. Em 1933, voltou a Dublin, por motivos familiares, mas retornou a Paris em 1938. Nessa época, levou, de um estranho, uma facada no peito e ficou gravemente ferido. No início da Segunda Guerra Mundial, Beckett vinculou-se à Resistência Francesa, juntamente com sua esposa, Suzanne Deschevaux-Dusmenoil. Em 1942 foi obrigado a fugir para Vichy, onde escreveu parte da novela "Watt". A partir de 1945, o seu idioma literário passou a ser o francês. Entre 1951 e 1953 escreveu uma trilogia ("Molloy", "Malone Morre" e "L'Innommable"), cujo tema é a solidão do homem. Com "Esperando Godot", Beckett iniciou, ao mesmo tempo que Ionesco, o teatro do absurdo. Posteriormente ainda escreveu, além de algumas obras narrativas, diversas peças teatrais, como "Fim de Festa", "Ato sem Palavras" e "Os Dias Felizes". Em 1969, Beckett ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a vida escreveu poemas e textos em prosa, como romances, novelas, contos e ensaios, além de textos para o teatro, o cinema, o rádio e a televisão. Samuel Beckett morreu em 1989, cinco meses depois de sua esposa. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse.

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    Samuel Beckett