Roland Barthes por Roland Barthes -

    Roland Barthes

    Cultrix
    1977
    205 páginas
    6h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Que direito tem meu presente de falar de meu passado? O prazer do texto corre todo este livro. Pela dificuldade em ser classificado, quando de seu lançamento (1975 na França, 1977 no Brasil), Roland Barthes por Roland Barthes acabou sendo definido pelo que não era: nem uma autobiografia nem um livro de ?confissões? (embora com muitos elementos de um e de outro). Afinal, a primeira frase, manuscrita, do livro é que ?Tudo isto deve ser considerado como dito por um personagem de romance?. Compondo o livro por fragmentos, Barthes deu-se a oportunidade de ser levado apenas por sua imaginação e pelo gosto da escrita. Daí surgem evocações de sua infância e juventude, reflexões sobre suas experiências de vida, sobre seus autores e leituras preferidas, sobre seu trabalho teórico, sobre utopias, sobre ficção e teatro, sobre a linguagem, sobre as palavras... ?Escrever por fragmentos: os fragmentos são então pedras sobre o contorno do círculo: espalho-me à roda: todo o meu pequeno universo em migalhas; no centro, o quê?? No centro está um retrato em múltiplas dimensões do próprio Barthes que esclarece o projeto de um dos mais criativos e interessantes intelectuais de nosso tempo.

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    Gabriela Hollanda picture
    Gabriela Hollanda13/09/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os fragmentos de Barthes são sempre inspiradores de alguma forma. A combinação das fotografias com o texto nessa tentativa de bordejar o sujeito barthes-corpo-texto, quando passamos pela camada densa do incompreensível, se faz deliciosamente memorável.

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