Na gélida Sibéria, em 1919, um povoado de cristãos ortodoxos se mantém firme apesar da guerra civil que assola o país. Perto dali, o capitão Matula, líder de um grupo de soldados tchecos, prepara-se para enfrentar o Exército Vermelho. A chegada de Samarin, fugitivo de um gulag, altera o cotidiano desses personagens e as conseqüências acabam sendo dramáticas.
O Ato de Amor do Povo -
James Meek
Edições (1)
Ver maisUm livro bastante profundo!
Estava com a minha namorada no shopping e vimos uma promoção de livros, quando ela resolveu comprar esse livro intitulado “O ato de amor do povo”. Acho que pelo título ela encarou como se fosse mais um “chick lit”, mas não é. Peguei o livro e vi a resenha na quarta capa e me interessei. Comecei a lê-lo em novembro de 2012 e terminei depois de pouco mais de uma semana. Já faz um ano! De início a história já prende pela lata carga de história. “O ato de amor do povo” é escrito na Sibéria no ano de 1919, quando os bolcheviques finalmente chegaram àquela área inóspita da Eurásia. Nesse ponto, encontramos Ana Petrovna, uma viúva que tem um menino pequeno. Após a morte do seu amado marido, um soldado puro de coração e cheio de virtudes, ela decide fugir do mundo. Em verdade, ela vai morar na Sibéria às margens da ferrovia Transiberiana para paradoxalmente ficar mais perto do marido morto. Ana Petrovna vive numa pequena aldeia existente na Sibéria, conhecendo o Capitão Matula, um judeu que tenta impressionar a jovem viúva e que serve ao exército tcheco que protege as imediações em meio a guerra civil que já estava em curso. E o mais estranho, extravagante e excêntrico do livro: também vivem nessa aldeia uma comunidade cristã ultra ortodoxa, cujos membros da seita acreditam e são adeptos da mortificação corporal para atingir o paraíso celeste. Essa seita pratica certos comportamentos e autossacrifícios que assustam pelo radicalismo com que são cometidos. E tal organização religiosa intriga muito a viúva Petrovna, que sabe de um segredo do passado do líder religioso da seita, o enigmático Balachov. A tênue ordem da pequena comunidade é abalada com a chegada de um homem solto no último Gulag czarista, o jovem Kiril Ivanovich Samárin . A presença do rapaz intriga soldados e habitantes, sobretudo a bela Anna Petrovna, que não resiste ao discurso de Samárin. Por fim, o elemento histórico casa muito bem com o drama existente n’“O ato de amor do povo”, mostrando a dura realidade de uma vila pobre, misturado com a fé em um futuro melhor, somado, ainda, com os disparates do fanatismo religioso que traz inúmeros prejuízos para os habitantes do pequeno lugarejo da Sibéria.”
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