Espártaco (Clássicos Modernos #47) - Spartacus

    Howard Fast

    Abril
    1976
    301 páginas
    10h 2m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O livro é uma biografia romanceada do escravo Espártaco, comandante de uma revolta de escravos do Império Romano que durou quatro anos, derrotando diversas vezes as legiões de Roma. Finalmente derrotados pelo general Marco Licínio Crasso, sete mil prisioneiros fora crucificados, sem direito a sepultamento, ao longo da Via Ápia, estrada que liga Roma a Cápua. Haward Fast descreve Espártaco como um homem muito paciente, firme, corajoso, grande lutador e sempre indignado com o regime de servidão. Também descreve a degradação a que estão submetidos os senhores na figura do general Crasso e do senador Graco. Livro que deu origem ao famoso filme dirigido por Stanley Kubrick em 1960, estrelado por Kirk Douglas, Laurence Olivier, Tony Curtis, Jean Simmons, etc.

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    Joao Ismael08/12/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Peguei esse livro para ler achando que em mãos eu teria "thriller" com muita ação e grandes aventuras, porém encontrei na verdade um livro que trata, sobretudo, de filosofia. Espártaco é um romance histórico que narra eventos ocorridos na revolta dos escravos liderada pelo personagem que entitula o livro. Se trata de um grande relato sobre a luta pela liberdade. O livro é muito bem escrito, no sentido de domínio da norma culta e a forma como descreve tão bem o cenário narrado. Todavia, a trama construída pelo autor é muito lenta, tornando pouco envolvente a leitura. Gostei muito dos diálogos entre os personagens, os quais trazem várias críticas que vão muito além do contexto da história narrada, atingindo até a nós mesmos leitores, como no seguinte trecho: "Nunca falamos sobre o vazio de nossas vidas. Isto é porque gastamos tanto tempo enchendo nossas vidas. Todos os atos naturais dos bárbaros, comer e beber e amar e rir — todas essas coisas transformamos num ritual fetichista. Somos incapazes de sentir fome. Falamos em fome, mas nunca a sentimos. Falamos em sede mas nunca temos sede. Falamos de amor, e não amamos, e, com as nossas intermináveis inovações e perversões, tentamos encontrar um derivativo. Para nós, o divertimento tomou o lugar da felicidade, e, à medida que cada divertimento se esgota, precisamos arranjar algo de mais divertido, mais excitando — mais e mais. Brutalizamo-nos a ponto de nos tornarmos insensíveis ao que fazemos, e essa insensibilidade aumenta sempre". Nesse trecho, Graco, influente político romano, descreve para a escrava Varínia não só a vida supérflua do povo romano, mas a forma como nós mesmos levamos nossa vida. O final foi muito interessante, deixando bem claro que de um modo ou de outro Espártaco conseguiu destruir Roma, ainda que não tenha vivido o suficiente para vê-la ruir.

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