If you went back in time to the site of Los Angeles as it looked 12.000 years ago - at the height of the last Ice Age - the animal population might remind you of Africa. You would see saber-toothed tigers, giant ground sloths, camels, and hippos, as well as giant mastodons and mammoths, extinct relatives of the elephant. Why are these splendid creatures no longer with us at all or largely extinct outside of Africa? To help us undersand what happened during the Ice Age, Ward takes us on a tour of mass extinctions through Earth's history. In so doing, he introduces us to a profound paradigm shift now taking place in paleontology: rather than arising from the gradual workings of everyday forces, all mass extinctions are due to catastrophic atcions, such as, in the case of the mammoths, human hunting. Written with an irresistible combination of passion and expertise, The Call of Distant Mammoths is a brilliant, engaging exploration of the history of life and the importance of humanity as an evolutionary force.
The Call of Distant Mammoths - Why the Ice Age Mammals Disappeared
Peter D. Ward
Extinção nem sempre é pontual
Peter Ward segue a mesma linha de pensamento primeiramente formulada por Paul Martin (de "Twilight of Mammoths"): os dados levantados até o momento sugerem fortemente uma ação antrópica na extinção da megafauna pleistocênica, ao menos no que diz respeito aos grandes proboscídeos. A quase ausência de sítios de matança, com apenas um mostrando de forma inequívoca que foi caçado e morto por seres humanos, é uma das evidências. Mas como assim? Bem, a hipótese prevê que a extinção foi rápida, de 1000 a 2000 anos no máximo, um piscar de olhos geológico. Eventos rápidos assim não deixam marcas no registro fóssil. Porém, como foi que menos de 2 milhões de seres humanos conseguiram caçar até a extinção uma das maiores espécies de mamíferos terrestres? Bem, existe o conceito de "extinction debt", ou débito de extinção [tradução minha]. Baseado nos modelos de MacArthur e Wilson, em sua teoria de biogeografia de ilhas, é possível dizer que não é preciso dizimar TODOS os espécimes: se a redução for acima de um certo limiar, então a espécie está condenada. São, como alguns livros chamam, "dead walking species", verdadeiros zumbis: ainda vagam pela Terra, mas estão condenadas. Os cálculos sugerem que uma matança acima de 2% AO ANO da população, algo possível mesmo com valores bem baixos nas variáveis, já seria suficiente para uma extinção futura. Isso agiu em conjunto com as mudanças climáticas do final da última grande glaciação, onde as "estepes dos mamutes" foram fragmentadas. E, novamente invocando a biogeografia de ilhas de MacArthur e Wilson, a fragmentação do habitat torna as espécies mais vulneráveis. Com o tempo, a extinção tornou-se uma conclusão inevitável. O livro ainda traz argumentos para as grandes extinções que marcaram o final do Paleozóico e Mesozóico, falando de grandes personalidades de cada uma dessas áreas. Também traz dois momentos tristes: o prólogo fala de um senhor idoso, que achou um fóssil perto de sua residência e passou quase duas décadas estudando o assunto. Nos últimos momentos de sua vida, apresentou os resultados para o autor. Porém, o que ele achava ser uma espécie nova de briozoário era um grande molar de mamute. Ward não vê escolha a não ser dizer que o senhor estava certo, para não destruir o espírito de alguém que precisa de tão pouco nesse momento. Outra, quando vai apresentar a idéia de débito de extinção: fala sobre um amigo que foi morto pelo seu vício em cocaína, que tinha tudo de bom na vida: Ph.D., esposa, casa, carreira - e um vício. A vontade do autor é de extinguir a espécie, que por causa de uma adaptação fortuita para uma espécie traz tanta dor e desgraça para outra. Para quem gosta de divulgação científica, paleontologia e se interessa por animais extintos, o livro é excelente.
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