Raiva! Mas que raiva! O Brasil acaba de ser eliminado da Copa... E por falar em raiva (oh gancho cruel), a HQ faz uma releitura no surgimento do maior inimigo do Batman (acredito que o maior vilão dos quadrinhos). É nesse sentimento poderoso, a que todos estamos sujeitos, que o Coringa é moldado a ferro e fogo.
História interessante, em que o Cavaleiro das Trevas é inspiração para o infame Palhaço do Crime, se explicando na raiva contra a injustiça, canalizada de forma eficiente e maluca em tentar reverter as coisas (o que o Morcego faz, transcendendo a normalidade numa ação cotidianamente insana e perigosa na luta solitária). Vitalidade e disposição que chama a atenção de um bandido pé rapado, que na inspiração do que começa a observar no Batman, canaliza suas frustrações e ódio interno em algo que o alavanca, insana e eficientemente também, mas na prática do mau. Em linhas gerais, é a ideia trabalhada nessa edição, que mostra outras coisas estabelecidas na biografia do Coringa, como o acidente que o jogou em meio tóxico gerando sua aparência branquela de cabelo verde.
Outra releitura está na imagem da capa: o batarangue que vai e volta meticulosamente acertando a face do palhaço ampliando seu sorriso. Tipo de coisa que só encontra explicação nos quadrinhos...
O texto é ótimo, as ilustrações são sombrias e só não curti a capa, que me pareceu a menos atrativa entre as opções idealizadas. Pouco icônica para uma história de destaque. Vá lá se o fundo fosse negro...
Raiva e seu poder transformador, que pode ser canalizado para algo que produza o bem (ou pelo menos que não saia do caminho sensato) ou para o mau. Escolhas que se estendem a todo ser humano.
Gostei! Li antes do jogo, desestressando... Agora essa raiva... Fazer o quê? Bola pra frente. Levanta e sacode a poeira para dar a volta por cima. Em frente Brasil!
Ah, vemos também uma breve participação de Harleen Quinzel antes de se tornar a Arlequina.