O Mestre dos Quebra-Cabeças -

    Betsy Carter

    Editora Planeta
    2011
    349 páginas
    11h 38m
    ISBN-13: 9788576656159
    Português Brasileiro

    O livro começa com a história de Simon Phelps, de 9 anos de idade, que, enviado pela mãe, emigrou da Lituânia para Nova York em 1892, trazendo apenas uma almofada e alguns lápis de cor. Com o passar dos anos, ele conhece e se casa com a bela alemã Flora, e o casamento deles progride dentro do padrão norte-americano se tornando o pivô para os contos das famílias imigrantes que vacilam entre o mundo novo e o antigo. A história é entrelaçada com as irmãs de Flora - Seema, a amante de um banqueiro; e a sombria Margot, que leva uma vida penosa no pós-Primeira Guerra Mundial - destacando os diferentes caminhos para a mulher judia-alemã. Enquanto isso, com sua genialidade artística e determinação, a carreira de Simon cresce no mundo da publicidade e é mesclada com a tristeza que sente por procurar a família que perdeu. Simon usa isso então para planejar uma ousada missão de salvação.

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    Amanda Monteiro28/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    E pensar que foi inspirado nas vidas dos próprios parentes da autora...

    É sempre muito inacreditável e impressionante acompanhar histórias de imigrantes que largaram suas vidas em seus países de origem para buscar uma melhor vida em uma terra completamente desconhecida. Assim foi com Simon Phelps, criança que saiu da Lituânia sozinha aos nove anos, a mando de sua mãe, rumo à Nova York em 1892. Simon por ter largado sua família muito cedo, sempre tinha em mente querer encontrá-los para trazê-los para viver com ele, mas isso só era possível quando tivesse dinheiro suficiente. Ele cresceu se apaixonou por Flora (imigrante judia e alemã), casou-se e juntos tinham uma boa vida graças ao seu grande talento para desenhos e publicidade. Só que com o passar dos tempos a situação dos seus parentes ia ficando complicada, principalmente para os que estavam na Alemanha (isso já em 1928). É tão aflitivo ver como a realidade para os judeus na Europa ficava cada vez mais difícil com o passar dos anos, e muitos deles se recusavam a aceitar ou enxergar o que estava acontecendo de tão absurdo e inimaginável que era. A inquietação de Simon a cada carta e a cada sinal que pudesse interpretar para salvar seus parentes era admirável. Há quase nove anos li esse livro pela primeira vez e relendo agora percebi por que gostei tanto na época e continuo a compartilhar da mesma opinião. “O mestre dos quebra-cabeças” fala de amor, família, raízes, solidariedade e esperança. Tem um plot twist que apesar de triste por um lado, deixa o coração quentinho no fim. E pensar que foi inspirado nas vidas dos próprios parentes da autora...

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