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    Comunicação Poética -

    Décio Pignatari

    Moraes
    1981
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8574802085
    Português Brasileiro
    4.1
    11 avaliações
    Leram30Lendo1Querem17Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos2Desejados17Avaliaram11

    Décio Pignatari está reeditando Comunicação Poética, obra importante para os leitores interessados em Comunicação, que se encontra em sua 8ª edição.A poesia parece estar mais do lado da música e das artes plásticas e visuais do que da literatura. O poeta faz linguagem, fazendo poema. Está sempre criando e recriando a linguagem. Para ele, a linguagem é um ser vivo. É por isso que um poema parece falar de tudo e de nada, ao mesmo tempo. É por isso que um bom poema não se esgota: ele cria modelos de sensibilidade. Neste livro, Décio Pignatari nos apresenta aquilo que é fundamental para a competência poética - mas abrindo para o desempenho criativo, que é tarefa do leitor.

    Resenhas (1)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo09/10/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ezra Pound classifica os poemas em três tipos fundamentais:/ 1 – aqueles em que predomina a fanopéia: imagens, comparações, metáforas/ 2- aqueles em que predomina a melopéia: música, mesmo dissonante ou anti-música/ 3- aqueles em que predomina a logopéia: “dança das ideias entre as palavras”/ Você pode encontrar até as três características num mesmo poema. A logopéia tende a beirar a prosa. É a similaridade caminhando rumo à contigüidade, o ícone rumo ao símbolo, o analógico rumo ao lógico./ Exemplo com Fanopéia e melopéia: “Longe de prata semeava a seara....” (Oscar Rosas)/// exemplo de logopéia (poema “autopsicografia”, de Fernando pessoa”) --------------------

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    4.1 / 11
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Décio Pignatari profile picture

    Décio Pignatari

    Foi um poeta, escritor e tradutor brasileiro, um dos maiores nomes do movimento concretista. Publicou seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. No ano seguinte, estreou com o livro de poemas "Carrossel", e, em 1952, fundou o grupo "Noigandres" e editou a revista-livro de mesmo nome, com os poetas Haroldo De Campos e Augusto De Campos. Com o grupo Noigandres, em 1956, lançou oficialmente o movimento de Poesia Concreta, durante a Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), que foi consecutivamente realizada no saguão do Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro. O grupo publicou, em 1956, o "Plano-piloto para Poesia Concreta", traduzido em diversas línguas. Em 1965, ainda com Haroldo e Augusto de Campos, lançou o livro "Teoria da Poesia Concreta". Além da produção crítica e literária, Pignatari fez pesquisas na área de Semiótica - em 1969, ajudou a fundar "L'Association Internationale de Sémiotique" (AIS), na França, e participou, em 1975, do lançamento da Associação Brasileira de Semiótica (ABS). Como teórico da comunicação, traduziu obras de Marshall McLuhan e publicou o ensaio "Informação, Linguagem e Comunicação" (1968). Sua obra poética está reunida em "Poesia Pois é Poesia" (1977). Na área da publicidade e propaganda, a enigmática capa do álbum "Todos os Olhos" (1973), de Tom Zé, foi concebida por Décio, assim como a marca "Lubrax", do lubrificante automotivo.

    36 Livros
    6 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Décio Pignatari