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    Elogia da Sombra - Poemas. Perfis - Um Ensaio Autobiográfico -

    Jorge Luis Borges

    Editora Globo
    1971
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.8
    6 avaliações
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    Favoritos2Desejados3Avaliaram6

    Escrevendo o Elogio da Sombra, em prosa e verso, Jorge Luis Borges inspirou-se nas mais diversas fontes: em sua querida Buenos Aires, em episódios da epopeia crioula, sobretudo em Martín Fierro, na sua admiração por Heráclito, James Joyce, Ricardo Güiraldes, Lugones, no Rubaiyat, em sua indignação contra as guerras, na cegueira que o avassala, e entre outros temas, nos seus próprios contos. Não nos espantemos - a sua fantasia se compraz em recriar o já criado, num esforço desmedido para alcançar a forma perfeita para aquilo que ele chama as suas perplexidades, e que, tecida com os fios das pequenas astúcias que o tempo lhe ensinou, constituem o plano mais fundo de seus poemas: o aranhol do destino e suas simetrias, o labirinto e o "nunca haverá uma porta", o espanto, os emblemas, os hieróglifos. As figuras e os símbolos que perpassam esse mundo fluente de sombras são retomados, de outra maneira, em Perfis, que Borges escreveu em colaboração com Norman Thomas di Giovanni, seu secretário e tradutor para a língua inglesa. Nesse ensaio emergem, novamente, a Buenos Aires, os seus amigos e as suas leituras, mas vistos como fatos da vida de todos os dias. De mistura com a narrativa de sua formação como escritor, Borges aqui oferece, em traços leves e irônicos, um quadro muito pessoal das comoções políticas e literárias de que tomou parte na Argentina, Europa e América, retratando en passant todos aqueles que de alguma forma o impressionaram: seus pais, Macedonio Fernández, Bioy Casares e Victoria Ocampo entre outros. Além de trazer importante lastro de esclarecimentos para a análise de sua produção literária, essa autobiografia condensada revela com humor e sinceridade um Borges concreto e um homem de exceção que pode sorrir a suas limitações e quer antes de tudo viver plenamente a sua condição de escritor.

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    4.8 / 6
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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo