Maggie e a Guerra do Chocolate (Relatos de Guerra) -

    Michelle Mulder

    Melhoramentos
    2010
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788506061527
    Português Brasileiro

    "Em 1947, o Canadá ainda sofre os efeitos do pós-guerra: as pessoas passam por necessidades, e o preço dos alimentos não para de subir. Apesar disso, Maggie quer dar de presente a sua amiga uma barra de chocolate de 5 centavos. Maggie trabalha com o pai, no armazém, fazendo entregas. De repente, o preço do chocolate aumenta para 8 centavos! As crianças então resolvem imitar suas mães, que saíram às ruas para protestar contra o aumento do preço do leite. Elas organizam um movimento que atinge o país inteiro, com passeatas com crianças segurando cartazes, protestando contra o aumento da guloseima. Enquanto isso, Maggie tem só três dias para comprar o presente da amiga."

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    INGRID MAYARA ALLEBRANDT15/09/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Personagens ficcionais, história real

    Nunca fui tão fã de chocolate, mas sei muito bem como é ficar sem poder comer um doce em qualquer fase da vida, principalmente na infância. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos países foram afetados: todos os que participaram direta ou indiretamente da guerra tiveram prejuízos políticos, econômicos e sociais. E por causa da inflação, os preços aumentaram bastante e ficou mais difícil conseguir ter o que comer. Maggie, a protagonista do livro, decide começar a trabalhar como entregadora na loja de seu pai usando a bicicleta de seu irmão. Ela precisaria efetuar dez entregas para conseguir cinco centavos, o valor exato de uma barra de chocolate. O aniversário de sua amiga Josephine estava chegando e como ela sempre tinha que dividir os doces com seus seis irmãos, Maggie estava ansiosa para lhe presentear e ser considerada a melhor amiga de todos os tempos. O grande conflito da narrativa é que no mesmo dia em que Maggie começa a trabalhar, o preço da barra de chocolate aumentou para oito centavos e ela não teria tempo suficiente para conseguir esse dinheiro. Sabendo que os adultos começaram a se manifestar para pressionar o governo a diminuir os preços dos alimentos, a menina reúne-se com outras crianças, e com o apoio da professora, elas customizam cartazes com slogans como: “O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada, nós estamos protestando e você não vai fazer nada?” p. 43. E seguiram protestando até chegar ao Legislativo. Mas o dilema de Maggie era que seu pai também vendia barras de chocolate com o valor aumentado, e por isso, sentiu-se um tanto culpada e com receio de que a loja viesse à falência após o boicote aos novos preços; e além de não conseguir presentear sua amiga, certamente sua família passaria por maiores necessidades. Eu consegui entrar na história facilmente e senti a aflição da protagonista ao tentar fazer de tudo pela felicidade de uma amiga. Certamente Maggie e a Guerra do Chocolate é um livro que eu indicaria para todas as pessoas e indico a leitura a partir dos nove anos de idade, pois é de fácil compreensão e contém várias imagens com teor histórico; e ainda é uma excelente introdução ao pensamento crítico e ativismo político.

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