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    A Educação Sentimental (A Obra-prima de cada autor - Série Ouro #50) -

    Gustave Flaubert

    Martin Claret
    2007
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-10: 8572327223
    Português Brasileiro
    3.8
    328 avaliações
    Leram606Lendo71Querem1370Relendo4Abandonos32Resenhas30
    Favoritos14Desejados1370Avaliaram328

    A paixão lendária de Gustave Flaubert pela palavra precisa ofuscou o que ele próprio conseguiu com 'le mot juste'. Insistia que o tema não conta. Dizia que não há "temas bons ou maus..." Com 'A Educação Sentimental' (1870), Flaubert retorna ao realismo. Inicialmente a obra foi recebida com pouco interesse; no entanto, foi tida pelos críticos posteriores como modelo de análise dos costumes sociais, e equiparável à obra 'Madame Bovary'. O romance revela um fundo autobiográfico, no qual Frederico Moreau, personagem central, é uma evocação do próprio Flaubert jovem, com um painel social dos anos agitados da "monarquia de julho" de Luís Filipe que culminaram na revolução de 1848. Mostra o ruir das ilusões românticas, como em 'Madame Bovary', e, por outro ângulo, o panorama convulsionado da época. Ler 'A Educação Sentimental' é uma oportunidade pedagógica rara.

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    Resenhas (30)Ver mais
    Daniela M. F. Gimenez picture
    Daniela M. F. Gimenez16/05/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Retirando tudo o q disse sobre o Flaubert

    Demorou meio livro pra engrenar, abandonei por um mês achando um porre, mas puta q pariu, da metade em diante ficou absurdo! Interessantíssimo historicamente, e sensacional narrativamente! A complexidade da personagem do Fréderic é uma coisa maravilhosa (infelizmente me identifiquei mais do q gostaria com ele...), e o último capítulo me destruiu. Ninguém faz personagens tão complexos e interessantes comono Flaubert, até os secundários são espetaculares.

    28 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 328
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert