Como disse o autor em um trecho e aproveito para extrapolar para o livro, o estudo tem valor muito relativo. Ele ousa aventar economias de um por cento, em construção civil. Confundir 0,44 com 4,4% (tabelas II.3 e II.4), apresentar conclusões citando dados que não se acham no local que ele indica, usando uma série de números de custo onde claramente a dispersão é de tamanha ordem - faz com que suas conclusões, pra dizer pouco, fiquem bem prejudicadas.
Trata de edifícios com dez andares sem garagem, por exemplo. E com dimensões tipo 10x100m2. Ou seja, o que se pode fazer com conclusões partindo disso? Apresenta um gráfico, Fig 4.13, pg 84, qualitativo como são quase todos, onde no eixo horizontal temos ‘Largura do Edifício (m)’ variando de um metro até quatro metros! Esse é um bom retrato do texto! Onde será que tem tal edifício? Seria um obelisco?
Edição pode-se dizer relativamente descuidada, com citações fora da bibliografia, com contas e tabelas sem rigor estatístico. De maneira geral apresenta conceitos e gráficos que são qualitativos, pouco mais do que esboços, que o papel aceita placidamente! Será que ainda valem para as novas tecnologias e materiais? Com terrenos muito mais caros, talvez algumas conclusões sejam menos válidas.
No exemplar que tenho, até uma errata veio junto, de tanto descuido na edição. Tem pérolas do tipo: ‘à medida que aumenta a altura do edifício, aumentam as cargas suportadas pelas fundações’! Não sei como não ganhou um Nobel! Mas tem também: Só se pode ter um alto nível de vida se são evitados todos os desperdícios e gastos supérfluos!