What if you’re a senior guardian angel on your way to a promotion and discover you don’t want to do your job the way your superiors tell you to do it? Zuriel has been a guardian angel for over a millennium. He’s good at following orders and wants a promotion. But is it worth foregoing any kind of emotional attachment to the humans he is in charge of? What’s the point of his job when he isn’t allowed to connect with those he protects? Luke is a bad boy who runs his deceased father’s motorcycle dealership and repair shop. It gives him the freedom to run his life as he pleases, but he misses having a partner to love and share his life with. When Zuriel is assigned to guide Luke’s soul into the next life, he refuses. Will they be able to escape punishment or will the celestial justice system catch up with them and banish Zuriel into the void?
Zuriel's Fate - Celestial Justice #2
Serena Yates
Shriver acerta outra vez!
Lionel Shriver tem infestado cada vez mais estantes e conquistados mais leitores, resultado e mérito de sua escrita audaciosa e crítica que não poupa ninguém. A cada livro a autora mostra uma maestria na escrita e no processo criativo, Shriver não gosta de tomar o caminho fácil e agradável, no que diz respeito aos temas abordados em seus livros, ela prefere os caminhos difíceis e infinitamente mais honestos. Em Grande Irmão o leitor é apresentado a Pandora, empresaria de sucesso não só apenas nos negócios mas também em sua vida particular, casada e madrasta de dois enteados que foram conquistados por sua personalidade. O irmão de Pandora, Edison um pianista de jazz falido é amparado pela irmã, que não o vê a quatro anos. Ao buscá-lo Pandora não consegue reconhecer o irmão que está mais de 100 quilos acima do peso. Em um ato desesperado, Pandora abre mão de tudo para ajudar o irmão que se não receber ajuda corre sérios riscos. O tema principal do livro é obesidade, porém, como todos os trabalhos de Shriver, o enredo toma grandes dimensões, excedendo sempre o que se espera, sendo assim as páginas de Grande Irmão revelam muito mais, como laços familiares, casamento, carreira, vaidade, fama e sentimentos que se tornam vivídos com o avanço da leitura. Shriver também é mestra na criação de seus personagens, no capítulo 3, o leitor terá a sensação que já conhece Pandora melhor que ela mesma, pois a narrativa é reveladora e rica em detalhes, de fato o leitor se introduz na rotina e sentimentos dos personagens. O mais destacável é a forma que autora cria seus personagens, ela não quer que eles sejam amados e admirados, ela quer que eles sejam lembrados, e isso torna tudo muito mais plausível e realista. Juntando todos essa emoção se encontra a linguagem poética da autora, que parece saborear cada palavra, e se pode descrever Shriver parafraseando uma descrição de um de seus personagens: “É escrupulosa com os sentimentos, tomando o cuidado de ser tão exatamente sincera a respeito deles quanto seria sobre fatos externos. Essa é uma das coisas de que eu gosto em Lionel Shriver: ela nunca escolhe a primeira palavra insossa que esteja à mão por preguiça.” O tom do livro não soou plausível a princípio, todavia o desfecho faz todo o enredo se ajustar de uma forma angustiantemente realísta. O que aguarda os leitores no desfecho não é uma resposta agradável, mas sim, perguntas que foram majestosamente questionadas, e ninguém melhor que Shriver para questionar. Se você ainda não leu algum livro da autora, está perdendo todo o talento de uma das melhores escritoras contemporâneas.
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