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    Helianto -

    Orides Fontela

    Duas Cidades
    1973
    71 páginas
    2h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    8 avaliações
    Leram18Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos1Desejados4Avaliaram8

    Helianto, na visão da própria Orides: "Helianto, é uma produção sofisticada de uma aluna de Filosofia da USP – pois uma “professorinha” não tem status e nem apareceria – quero deixar claro que, em todos os meus livros, o nada jamais me interessou, e como poderia interessar a quem quer que seja? O problema sempre foi o ser, a forma, a palavra. O silêncio só entra devido ao impasse inevitável. Helianto: Hélios e anto, Sol e flor, terra e sangue, totalidade, círculo. Esta é a idéia mestra de Helianto, que por isto tem como epígrafe uma cantiga de roda. Reconheço que este é meu livro mais “bizantino”. No bom e no mau sentido. Esbaldei-me, usei e abusei de toda a tecnologia aprendida. Sim, li os concretos, mas... era tarde. A espinha dorsal já estava pronta e ereta, e outras influências só poderiam me atingir de raspão. Li Mallarmé, Baudelaire, Góngora. E bem pouco penetrou, o que eu já era, já era. É por isso que não sou nem nunca pude ser uma renovadora e, no máximo, adquiri maestria e forma própria de lidar com aquilo que recebi de meu meio social. Helianto comprova bem tanto a maestria quanto a limitação, mas creio que, na época, sua preocupação com a meta-poesia (a forma, a palavra) não estava tão defasada assim. Mas, apesar do patrocínio de Antonio Candido, o livro foi totalmente ignorado. Azar...Agora mudo de novo, de poeta lida só na USP para poeta conhecida pelo menos em alguns outros estados. Isto levou tempo a valer. ”

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    Orides de Lourdes Teixeira Fontela  profile picture

    Orides de Lourdes Teixeira Fontela

    Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, em 21 de abril de 1940. Começou a escrever poemas aos sete anos de idade. Como ela mesma dizia, sua família "não tinha base cultural, meu pai era operário analfabeto, de modo que a cultura que peguei foi na base do ginásio, escola normal e leitura". Aos 27 anos, deixou sua cidade natal e veio morar em São Paulo, com dois sonhos na cabeça: entrar na USP e publicar um livro. Cumpriu os dois: fez Filosofia e publicou seu primeiro livro, Transposição , com a ajuda do professor Davi Arrigucci Jr., seu conterrâneo. Depois de formada, foi professora do primário e bibliotecária em escolas da rede estadual de ensino. Publicou ainda Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986), Trevo 1969-1988 (1988) e Teia (1996). Com Alba , recebeu o prêmio Jabuti de Poesia, em 1983; e com Teia , recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996. Sempre com dificuldades financeiras, no final da vida, acabou sendo despejada de seu apartamento no centro da cidade e foi viver com sua amiga Gerda na Casa do Estudante, um velho prédio na Avenida São João. Era uma pessoa irritadiça e muitas vezes se meteu em encrencas, brigando com seus melhores amigos. Morreu em Campos de Jordão, aos 58 anos, no dia 4 de novembro de 1998, de insuficiência cardiopulmonar, na Fundação Sanatório São Paulo.

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    São Paulo, Brasil

    Orides de Lourdes Teixeira Fontela