Ingmar Bergman - Masters of Cinema

    Jacques Mandelbaum

    Phaidon Press
    2011
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9782866427009

    Ingmar Bergman (Sweden, 1918-2007) is, in the world of cinema, a giant whose stature is comparable to that of Beethoven or Dostoyevsky. He made around fifty feature films that caught the spirit of his times, while endlessly reworking his private obsessions and anguish in the face of a silent God. In Summer with Monika (1953), Harriet Andersson plays a scandalously unconventional and sensual young woman, a breath of freedom epitomizing a new modernity in film. The 1960s saw Bergman in experimental mode with Persona (1966), one of the most powerful depictions of the ambiguity of evil. Later, in Scenes from a Marriage (1973) he offers a lucid examination of a couple whose mutual attraction turns to destruction, while Fanny and Alexander (1982) is a joyful and nostalgic evocation of childhood memories. Bergman's last film, Saraband (2003), is a spare masterpiece, at once an object lesson in how to make a film and an existential exploration.

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Ricardo de Almeida Rocha picture
    Ricardo de Almeida Rocha16/03/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Depois de ler esse livro, sai reforçada a idéia do quanto Depois do ensaio é um filme-teatro menos valorizado do que deveria. Em tudo que leio sobre Bergman o procuro com o devido destaque. O diretor no palco, adormecido. A jovem atriz entra, à procura de um bracelete. Olha o homem (o parceiro de sempre de Bergman, Eriand Jasephsson). Ele a percebe. Ela sabe o quanto. Diz que perdeu a pulseira de costas, abaixada. É esse jogo de sedução que prevalecerá no final. Mas antes “Depois do ensaio” tem outras coisas com que se ocupar. Enquanto ela passeia pelo palco, ele pensa que quer ficar sozinho. Sentir toda a angústia que o consome. É um pretexto o bracelete. Deveria se sentir lisonjeado. Ela está ali para seduzi-lo, a um homem trinta anos mais velho, mas por uma via que se demonstra afiada. Questiona o papel dele como diretor que nunca atuou. Questiona suas escolhas. Mas ela foi uma escolha dele. A mãe atuou com ele, a mãe, a quem temeu ou odiou, que era amante dele. Mentiras e reconciliações inúteis. Consciência culpada. As transições entre Anna e a mãe no palco, entre a Anna jovem mulher e a garotinha, são pequenas pérolas, que poderiam ser do teatro ou cinema, e por que não, se fosse o caso, de um romance? Nadja Palmstjerna-Weiss tem menos de um minuto em cena e mostra o rigor de Bergman para que esse minuto seja perfeito. O carinho do diretor pela filha da amante e o desejo pela mulher que ela se tornou. E todavia infantil. Bergman em plena forma em seu canto de cisne. A forma como narra um relacionamento amoroso que não existe, que só existe na imaginação dos dois, e mesmo aí tem suas conseqüências. Quando enfim Anna sai do palco, um sino anuncia que a vida continua, uma vida em que eles não se relacionarão amorosamente, que o amor começou e acabou naquele palco. Mais que isso, naquele palco, no trabalho artístico, o diretor terá a única vida que de fato terá vivido.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 4
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas25%
    • 1 estrelas0%