O Rei Momo e o Arco-Íris - Homossexualidade e carnaval no Rio de Janeiro

    Fabiano Gontijo

    Garamond
    2009
    205 páginas
    6h 50m
    ISBN-13: 9788576171560
    Português Brasileiro

    O carnaval, como um conjunto de situações rituais de grande importância para a elaboração e o reforço da tal "identidade nacional brasileira", é um dos contextos para a construção de identidades homossexuais e homossociais relativas. Mais do que isso, o carnaval seria um momento de permissividade (ainda que limitada) e de visibilidade (ainda que controlada) favorecedor da reformulação das diferenciações ligadas ao gênero e, logo, de redefinição identitária. Não se trata aqui de um estudo sobre as práticas homoeróticas rituais, nem sobre os travestismos rituais, mas sim sobre a participação de algumas formas de homossexualidades, principalmente masculinas, em um momento de ritualidades diversas da cidade do Rio de Janeiro e, a partir dessa participação, compreender as formulações e reformulações identitárias favorecidas pela ritualidade.

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    Edivaldo Gomes picture
    Edivaldo Gomes16/08/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Grifos meus ^^ Carnaval como situação ritualizada: compreendido no periodo de festividades (já apontado em outros textos) ou ciclo festivo do verão - dezembro/março - que permite uma relativa integração de todas as camadas sociais; as classes mais abastadas em certos limites na classe pobre e vice-versa. carnaval como liberação, distensão dos humores, preocupações identitárias e sobretudo das prevenções que fazem parte da rotina. Cronologia|Sintese do carnaval carioca 1960|1970: os homens que se relacionavam sexualmente com homens, sob o "cabresto" do sistema de gênero heteronormativo participavam de bailes carnavalescos comuns a toda sociedade como "baile dos enxutos" e "baile das bonecas" realizados nos teatros São José e Republica além dos realizados no centro da cidade e Lapa. 1970|1980: com o surgimento da burguesia nova, intensificação do consumo e da presença da mídia deram abertura e consequente visibilidade as atividades de homossexuais, sobretudo a imagem das travestis, transexuais e caricatas necessárias nessas festividades. Somado a imagem do entendido, abrasileiramento do macho man, que lutava por igualdade nos EUA. Bailes carnavalescos como o Gala Gay, Escolas de Samba, Praia de Copacabana, banda de Ipanema são as manifestações carnavalescas desse período pró-gay. 1980: Aids e suas reverberações; divisão das identidades em extremos; Barbies (associada a geração saúde, corpolatras) e Drag Queens (associadas a marginalização, Aids, prostituição). Festas Off, Escolas de Samba,Bataclan, Baile da Burguesia

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