O Navio do Destino - Rio de Janeiro, Lisboa, Nova York, 1942

    Rosine de Dijn

    Record
    2011
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-13: 9788501091857
    Português Brasileiro

    Este livro conta a história do vapor de luxo 'Serpa Pinto' colocando os leitores diante dos abismos e absurdos da Segunda Guerra Mundial. O 'Serpa Pinto' conduziu de volta à Alemanha, na primavera de 1942, os alemães que viviam no Brasil e queriam lutar pelo 'Führer' e pela pátria; atravessando o Atlântico no sentido oposto, o navio representou a última rota de fuga para os judeus perseguindos que ainda puderam abandonar o Velho Mundo pela cidade portuária de Lisboa.

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    Marcos Aurélio Carvalho picture
    Marcos Aurélio Carvalho11/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

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    Todo trabalho de pesquisa sobre um tema tão sensível merece reverência. Ler sobre o Holocausto é triste, imaginem pesquisar, compilar, escrever, deparar-se com informações reais. Foi isso que fez Rosine de Dijn, no livro: "O navio do destino". Um trabalho de pesquisa, compilação, estudo. A autora conta a história do vapor Serpa Pinto, especialmente duas viagens, feitas em maio e junho de 1942. Na ida, 81 diplomatas alemães, 71 italiados e seis romenos. "nas duas laterais externas do navio, foram fixadas duas placas grandes e nitidamente visíveis que indicavam o status de seus passageiros "DIPLOMATAS". Na volta, na última parada em Casablanca, em torno de 677 refugiados fugindo das garras do nazismo. Rosine mostra em detalhes as células nazistas no sul do Brasil. E também a decepção de alguns diplomatas ao se depararem com a realidade na Alemanha. Uma realidade bem diferente do que lhes era vendido. Já havia fake news nos anos 40. O capitão Américo dos Santos, comando o vapor Serpa Pinto. Conhecido como: "O navio dos refugiados", entre 1941 e 1945 levou regularmente refugiados de Portugal aos Estados Unidos (a maioria judeus). Mais 7.800 passageiros, em uma única viagem chegou a levar 800 (a capacidade era pouco mais de 500). Ler para não esquecer. Lembrar, para não permitir que se repita.

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