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    Branca Como o Leite, Vermelha Como o Sangue -

    Alessandro D'Avenia

    Bertrand Brasil
    2011
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788528615050
    Português Brasileiro
    4.2
    1392 avaliações
    Leram1999Lendo56Querem1652Relendo7Abandonos50Resenhas94
    Favoritos326Desejados1652Avaliaram1392

    Chega ao Brasil Branca como o leite, vermelha como o sangue, de Alessandro D’Avenia, o romance sobre o ano mais intenso na vida de um jovem, em que ele aprende a lidar com os próprios sentimentos e, consequentemente, com seu amadurecimento. Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”. Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera. Um traço interessante na narrativa de D’Avenia é a técnica de utilizar cores para descrever os sentimentos e as sensações do menino Leo; por exemplo, o branco, sinônimo de solidão e silêncio: “O silêncio é branco. Na verdade, o branco é uma cor que não suporto: não tem limites. (...) Ou melhor, o branco não é sequer uma cor. Não é nada, é como o silêncio.” (p. 10) O leitor perceberá a transformação de um garoto com todas as características da juventude – rebelde, egoísta, egocêntrico – numa pessoa madura e responsável. Essa mudança começa a ser percebida quando Leo deixa de jogar o jogo decisivo do campeonato de futebol para cuidar de sua amiga doente. A convivência despertará nele o sentimento de cumplicidade e do verdadeiro amor, promoverá o debate do que é realmente o sonho e mostrará que, no crescimento emocional, é importante a presença de um orientador, um mentor. Branca como o leite, vermelha como o sangue não é apenas um romance de formação ou uma narrativa de um ano de escola: é um texto corajoso que, por meio do monólogo de Leo – ora descontraído e divertido, ora mais íntimo e atormentado –, conta o que acontece no momento em que, na vida de um adolescente, irrompem o sofrimento e o pesar, e o mundo dos adultos parece não ter nada a dizer.

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    Marina A. Moura07/07/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minha Vida por um Livro | www.minhavidaporumlivro.com.br

    Antes de começar a resenha gostaria de compartilhar uma sensação, um feeling que tive enquanto lia este livro. Quem me conhece pessoalmente (aqui no blog ainda não explorei essa faceta) sabe que sou apaixonada por Vinicius de Moraes, seus textos e poesias. Como grande fã e conhecedora de seu trabalho, tenho a ligeira impressão de que Vinicius teria adorado o protagonista desta estória. Sincero, arrogante,irreverente... e apaixonante. Leo é o nosso protagonista, é pela visão dele que somos apresentados à narrativa do italiano Alessando Davenia. Ele é um adolescente que parece levar a vida mais regular possível. Jogos de futebol, idas ao Mcdonalds e uma paixão intensa por uma de suas colegas de escola. Sua vida e sua percepção de mundo é virada do avesso por dois inesperados acontecimentos. Um novo Professor começa a lecionar para sua turma e o amor de sua vida, Beatriz, é diagnosticada com leucemia. Entre aulas reveladoras e a necessidade de salvar a vida de sua amada, Leo começa a amadurecer. Os devaneios e reflexões de Leo, a voz do protagonista é obviamente escrita por alguém que conhece os conflitos adolescentes. Não me surpreende o fato de Alessando Davenia ser um professor, o que me espanta e satisfaz é ver que ainda existem professores que observam seus alunos a ponto de entender suas dificuldades. Não muito tempo atrás eu era uma adolescente, e apesar de não ter sido uma rebelde declarada, questionei muitas coisas ao meu redor e muitas coisas dentro de mim. E é isso que Leo faz a todo o momento durante as incríveis 375 páginas do livro. O livro choca pela verdade intrínseca com a qual o leitor se depara a cada parágrafo, a cada desabafo de Leo,que em sua imaturidade nem imagina que desvendou a realidade de muitas coisas,que encontrou uma chave,uma explicação. E você, o leitor, enquanto desvenda esses mistérios junto a ele, se comove com a intensidade de seus sentimentos. O reflexo que ele representa, de alguém que nós mesmos já fomos. Todos temos um Leo dentro de nós, o bom da maturidade é que descobrimos um Sonhador também. Sonhador é como Leo apelida seu Professor. Um homem idealista, ligado ao seu trabalho e alunos de uma forma pouco vista nos dias de hoje. Ele deseja despertar a consciência de seus alunos, e acaba conseguindo de uma forma ou de outra. O Sonhador descobriu como estimular sua classe, talvez nem todos entendam, talvez nem todos se importem, mas ele sabe(e nós sabemos) que alguns se sentirão provocados,alguns serão tocados pela sede do conhecimento. E é exatamente o que acontece com Leo. O amor completamente desinteressado, lúdico e platônico de Leo por Beatriz é daqueles que só experimentamos uma vez,na primeira vez. Talvez só voltemos a amar assim depois, quando tivermos nossos próprios filhos. É lindo de ler, de vivenciar através do personagem. Branca como leite, vermelha como sangue é como uma tarde andando de bicicleta, você recebe a brisa fresca do vento no rosto, tem aquela forte sensação de liberdade, e relembra de coisas que já foram, sonha com coisas que estão por vir. É um livro de prosa e poesia único, honesto. É sobre amor e vida, que apesar de tudo,merece ser vivida. Uma leitura tocante.

    42 curtidas

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    4.2 / 1392
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas31%
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    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
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    Alessandro D'Avenia

    Alessandro D’Avenia nasceu em Palermo, em 1977. Apaixonou-se pelos livros e pelas histórias logo em pequeno. Aos 18 anos foi viver para Roma, para tirar o curso de Estudos Clássicos. Concluída a licenciatura, começa a ensinar, concretizando um sonho muito antigo. Segue-se o doutoramento, que o faz perceber que prefere o ensino à investigação, e por isso mesmo frequenta um curso de especialização nessa área. A vontade de contar histórias leva- -o a mudar-se para Milão onde estuda guionismo. Pouco depois retoma a profissão de professor e escreve Branca Como a Neve Vermelha Como o Sangue, que é de imediato aclamado pela crítica italiana.

    6 Livros
    40 Seguidores
    Sicília, Itália

    Alessandro D'Avenia