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    O Carteiro de Pablo Neruda -

    Antonio Skármeta

    Teorema
    1996
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-13: 9789726952510
    Português Brasileiro
    4.2
    55 avaliações
    Leram128Lendo4Querem81Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos12Desejados81Avaliaram55

    Sinopse A Adaptação ao cinema de “Carteiro de Pablo Neruda”, tornou célebre António Skármeta e transformou a obra num dos maiores êxitos literários do autor.

    Resenhas (4)Ver mais
    Valentina Silva Ferreira picture
    Valentina Silva Ferreira05/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    04 Fev 12 Resenha: O Reino dos Sonhos, de Natália Couto Azevedo Por paraisobiblioteca, às 09:00 | Comentar | ver comentários (1) Li o livro da Natália Couto Azevedo em pouco mais de duas horas. Após uma semana de trabalho exaustivo e com poucas horas de sono, achei que O Reino dos Sonhos seria a leitura indicada. A sinopse e a capa tão cuidadosamente trabalhada sugeriam-me que aquela leitura seria leve. Não me enganei: o livro é delicado, escrito de uma forma tão solta que parece que a personagem principal está sentada ao nosso lado, relatando as suas aventuras. A Cidade de Cristal – primeiro volume – é cheio de descrições e detalhes que nos transportam para dentro de paisagens belíssimas. Da mesma forma que Elorá, a protagonista, pinta nas suas telas aquilo que sonha, a Natália foi exímia em percorrer cada pedaço do grande Reino feérico. Mas não só aí é possível imaginar. As personagens foram todas bem trabalhadas, tornando-se possível, ao leitor, fechar os olhos e ver o Gabriel, a tia Virgínia, a Leila, a professora Íris… Eu gosto de descrições, porém não consigo ficar muito tempo concentrada quando essas narrações se tornam demasiado prolongadas. A autora foi eficaz, dando o suficiente para que o leitor possa viajar às claras mas sem se tornar aborrecida. Sonhar: o foco principal do romance. E só acreditando realmente no poder dos sonhos (literalmente ou não) seria possível escrever algo tão verdadeiro. A Natália colocou nesta sua história uma mensagem tão bonita que eu acabei o livro acreditando que os sonhos são todos possíveis. E isso é bom. É bom ler um livro que, de uma forma ou de outra, nos mostra que a vida também é feita de sonhos. Gostei de Elorá, uma rapariga que, ao início, me pareceu um pouco egocêntrica e mimada (é sempre ótimo fugir ao cliché de protagonistas perfeitas) mas que, ao longo da trama, vai crescendo de uma forma saudável e verosímil e que me roubou alguns sorrisos com as suas respostas irónicas. Nas últimas páginas, devorei as letras e fiquei triste quando vi "Fim do primeiro livro". Quero O Labirinto das Almas! Parabéns à Natália. Nota: 8 fadas tags: resenhas PDFEmail 15 Set 11 Resenha: O túnel, de Ernesto Sabato Por paraisobiblioteca, às 09:00 | Comentar Um livro que se tornou um dos meus favoritos pela crueza da história que, não obstante não ser de grandes enredos, é complexa por materializar o escudo protetor que as personagens - ou qualquer pessoa - tendem a tecer em sua volta, impedindo, desta forma, a interação e a partilha. Castel, personagem principal e narrador conta, do princípio ao fim, o seu romance obcessivo com Maria, desde o momento em que a vê pela primeira vez, ao passar dos anos na sua ausência mas, ainda assim, apaixonado, à perseguição da mulher com o intuito de a conhecer, ao relacionamento que surge entre ambos e, finalmente, ao culminar da sua loucura: o homicídio de Maria. Ao longo da história um túnel vai sendo construído - o túnel da vida de Castel - e, a certo ponto, sabemos que esse caminho escuro e perturbador não tem retorno; é uma rua sem saída e sem possibilidade de regresso. Ciúmes patológicos; falta de arrependimento - Castel assume que matou a única pessoa que o compreendeu, mas, nem por isso, se vê desespero pela sua ação - um estranho amor entre homem e mulher; uma Maria que é causadora de todo o sofrimento por ele sentido; uma teia de suposições que, por sua vez, origina uma nova teia de suposições; a importância dos momentos maus em detrimentos dos momentos bons: tudo isto, narrado na primeira pessoa, leva-nos à infeliz conclusão que o amor também pode ser apenas dor; que o amor, na cabeça de um louco, pode ser o sentimento mais errado do mundo. Castel ama mas, ao mesmo tempo, faz de Maria um carrasco, comparando-a a prostitutas, acreditando que mantém casos amorosos com alguns homens, elaborando teorias loucas que só cabem na cabeça dele. E no fim, mata-a porque... " - Que vais fazer, Juan Pablo*? Pousando a minha mão esquerda sobre os seus cabelos, respondi-lhe: - Tenho de matar-te, María. Deixaste-me só." *Juan Pablo Castel. Nota: 8 túneis. tags: resenhas PDFEmail 08 Set 11 Resenha: Encontro com o medo, Kay Hooper Por paraisobiblioteca, às 09:00 | Comentar Uma ideia interessante; a junção de vários tipos de terror e um final fraco. O livro promete tudo: desde a capa, à sinopse, ao próprio título. A escrita flui naturalmente e a narrativa é bem estruturada. Um serial killer extremamente cruel assassina mulheres e leva Dan - detentora de um poder que consiste em ter premonições durante os sonhos - a regressar à terra natal. Ao lado do FBI, um grupo de criminologistas médiuns tenta capturar o criminoso que, à medida que a ação se desenrola, parece ter poderes sobrenaturais. A autora consegue prender a atenção do leitor, com a dose certa de mistério e revelando, aos poucos, mais um detalhe ou outro. O problema é que, quando damos por nós, faltam apenas umas cinco folhas para acabar o livro e resolução do caso que se nos vai surgindo é, infelizmente, muito má. Tive a sensação de que foi tudo escrito à pressa e, pior, arruinou-se o final só para haver uma continuidade. Pergunto-me porquê os autores prejudicam as suas obras, que podiam ter finais orgásmicos, tornando-os mornos e aborrecidos apenas para que haja oportunidade de passar para um próximo livro. Fiquei tão desiludida... Outra coisa que me incomodou foi o facto de Dan ser uma personagem tão sem graça. A irmã gémea, Paris, tinha muito mais personalidade. Isso leva-me a outro ponto: ultimamente só leio livros em que a personagem principal é pobre de espírito, muito insegura, cheia de incertezas, com auto-estimas em baixo. Pessoalmente, acho que esse tipo de mulher só funciona em romances de amor e corações e florzinhas e suspiros. Thrillers, livros de fantasia, terror e noir merecem personagens fortes, não necessariamente boazinhas (eu adoro certas faltas de caráter: tornam qualquer personagem mais credível e atraente), com personalidades bem vincadas. Neste livro isso não acontece e as personagens que assim são têm pouco ou menos destaque. As cenas que mais gostei foram as que relatavam o assassino, as suas ações, a sua demência. A autora conseguiu caraterizá-lo bem, levando-me a desprezá-lo. Outra inovação foi a introdução dos vampiros energéticos, conceito ainda pouco conhecido na literatura mas que merece, com certeza, um destaque enorme. Embora não tenha sido um conceito exaustivamente trabalhado (a autora poupou nas explicações, dando apenas certas noções essenciais) foi refrescante ler algo diferente. Se o final tivesse sido diferente, eu teria adorado. Nota: 6 assassinatos. tags: resenhas PDFEmail 18 Ago 11 Resenha: Proposta indecente, de Susan Kay Law. Por paraisobiblioteca, às 09:00 | Comentar Casamento falhado - um marido que trai, uma mulher que descobre e parece perdoar mas não esquece nem compreende; pior: um marido que trai e, para justificação dos seus atos, diz tê-lo feito para voltar a sentir as emoções que uma paixão inicial traz; pior ainda: um marido que trai e oferece à mulher a oportunidade de também trair para, assim, entender o que ele sentiu, o que ele procurava. Ellen, a protagonista, sente, desta forma, o mundo ruir diante de si. Desiludida e sem coragem para aceitar a proposta do marido, recebe, de uma amiga, uma viagem a uma ilha paradisíaca onde solteiros de todo o mundo se reúnem para conhecer pessoas. Convencida de que seria apenas uma viagem de descanso, Ellen vai e conhece alguém - a minha personagem favorita. Trata-se de um romance gostoso, ideal para quem está a passar por uma fase menos boa pois encontra nele uma esperança: a de que os acasos e os problemas reservam, sempre, uma surpresa, muitas vezes, feliz. Uma escrita leve, sem grandes passagens narrativas que nos marquem, mas que faz companhia, entretém e anima; uma protagonista um pouco sem graça, um marido idiota, um novo homem, esse sim, com charme e personalidade. A autora soube dar desenvolvimento ao romance, sem amores à primeira vista, sem paixões avassaladoras só ao primeiro contato - uma escrita madura, portanto, para mulheres e não para adolescentes que suspiram com esses rasgões, que dois olhares que se cruzam, fazem ao ar. Foi bom por causa disso. Confesso que estava um pouco cansada de romances que começam antes do tempo. E, como qualquer história cor-de-rosa que se preze, o final corresponde ao que todo o leitor quer. Nota: 5 ilhas paradisíacas. tags: resenhas PDFEmail 11 Ago 11 Resenha: O carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta Por paraisobiblioteca, às 09:00 | Comentar Doce. Infinitamente doce é como adjetivo este livro. Era capaz de ler duas, três vezes e, ainda assim, apaixonar-me pela escrita de Antonio Skármeta. Uma história em que a verdadeira protagonista é a metáfora: na própria narrativa do autor e na vida dos personagens. Acho que qualquer pessoa consegue perder-se nas frases do escritor, de Mario, de Pablo Neruda, da viúva González e de Beatriz. Mas é fácil perceber que aqueles que gostam de escrever - e logo eu, que amo metáforas - encontram, nesta leitura, uma espécie de orgasmo literário, um espelho, um reflexo de si próprio, um frente a frente. É um livro que apela à sensibilidade da amizade, do amor, do querer muito uma coisa e lutar por isso, da ajuda. E, depois, aquelas descrições recheadas de amor, que só na América Latina se fazem. Cada vez mais admiro os escritores latinos, que constroem personagens tão ricas, densas e carismáticas. Mesmo quando são pessoas que, à partida. possam ter caraterísticas que não gostamos (como o caso da viúva), conseguem sempre cativar. Leiam, por favor, leiam. Vai fazer-vos tão bem. Vão rir e enternecer ao longo da narrativa; vão chorar com o final; e, quando fecharem o livro, vão suspirar e pensar na vida como uma grande metáfora. Não resisto em deixar-vos, aqui, dois excertos do livro. “- Não há pior droga que o blá-blá. Faz uma taberneira de aldeia sentir-se como uma princesa veneziana. E depois, quando chega a hora da verdade, o regresso à realidade, reparas que as palavras são um cheque sem cobertura. Prefiro mil vezes que um bêbedo te apalpe o cu no bar, a que te digam que um sorriso teu voa mais alto que uma mariposa! - Estende-se como uma mariposa! - saltou Beatriz.” “- Desde há uns meses anda a rondar a minha taberna esse tal Mario Jiménez. Este senhor foi insolente com a minha filha de apenas dezasseis anos. - O que lhe disse? A velha cuspiu entre dentes: - Metáforas. O poeta engoliu em seco. - E? - É que com metáforas, pois, Don Pablo, tem a minha filha mais quente que uma bomba!”

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    Esteban Antonio Skármeta Vranicic

    ANTONIO SKÁRMETA nasceu em Antofagasta (Chile) e se formou em filosofia e literatura, na Universidade do Chile e na de Columbia, em Nova York. Seus romances e contos foram traduzidos para 35 idiomas. Foi embaixador do Chile na Alemanha de 2000 a 2003 e hoje vive em seu país, dedicando-se apenas à literatura. Entre seus livros estão os romances O dia em que a poesia derrotou um ditador e Um pai de cinema, que ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida e produzida por Selton Mello. O carteiro e poeta também foi adaptado para um filme da Netflix em 2022, sob o título de Ardente paciência.

    41 Livros
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    Esteban Antonio Skármeta Vranicic