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    A Tulipa Negra (Grandes leituras:clássicos universais) -

    Alexandre Dumas

    FTD
    2004
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 853225182X
    Português Brasileiro
    3.9
    2648 avaliações
    Leram4683Lendo155Querem1293Relendo17Abandonos47Resenhas155
    Favoritos189Desejados1293Avaliaram2648

    Romance de Alexandre Dumas, autor de Os três mosqueteiros. A ação se passa na Holanda, no século XVII, mais precisamente entre o início de 1672 e 15 de maio de 1673. Injustamente acusado de traição, Cornelius van Baerle, médico e cultivador de tulipas, é preso, apaixonando-se por Rosa, a bela filha do carcereiro. Esse amor quase impossível se entrelaça com outro feito também quase impossível: a produção de uma tulipa negra, desafio proposto pela Associação Hortícola de Haarlem, com o vultuoso prêmio de cem mil florins. Dumas entrelaça fatos históricos (como o assassinato dos irmãos De Witt e a especulação econômica em torno da tulipa), com uma história de amor e aventura. E quantas aventuras e reviravoltas ele consegue imaginar em torno do dia-a-dia de um prisioneiro!

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    Núbia Cortinhas  picture
    Núbia Cortinhas 17/01/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Valeu a pena vencer os primeiros capítulos!

    Holanda, séc. XVII, os holandeses estavam no auge da paixão pelo cultivo e comercialização das tulipas. E essas flores mais do que uma paixão nacional, eram também um ótimo negócio para os produtores holandeses.      Ter uma flor como esta no jardim era sinônimo de luxo e status social. Os preços eram tão altos que os milionários da época chegavam a pagar o valor de uma casa na capital por uma única tulipa, para você ter uma ideia do quão importante e o luxo que representavam as tulipas.    Então, imagine ter a honra de criar uma tulipa negra, sem manchas, o que a tornava raríssima... A partir daí, você já pode imaginar a trama intrincada que será desenvolvida. Um enredo repleto de paixões, obsessões, inveja, ciúmes, intrigas, amor, heroísmo, tudo isso através de um pano de fundo político que realmente aconteceu na Holanda daquela época.    E esse fundo político que nos é apresentado de uma maneira inicialmente confusa, Dumas vai narrar a que ponto chegou a intolerância política de um povo, o total estado de cegueira e neurose onde é impossível pensar diferente ou até mesmo manter o vínculo com alguém perseguido, o que dirá receber ou guardar algo deste alguém, correndo o risco assim de ser delatado como um traidor.    E vencidos esses primeiros capítulos confusos na sua escrita, e que vale muito a pena insistir e não abandonar o livro, entraremos no romance em si. Aí, a fluidez dominará a leitura, a curiosidade em querer saber o que acontecerá com as personagens reinará até o fim.    E vou parando por aqui, pois é muito fácil escapulir um spoiler! E já deixo aqui a minha recomendação deste grande clássico; e uma coisa é certa, é impossível não se apaixonar pelas tulipas, que flor linda! Pesquisem as suas variedades. 😉 🌷

    63 curtidas

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    Dumas Davy de la Pailleterie profile picture

    Dumas Davy de la Pailleterie

    Alexandre Dumas, pai - foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão. Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas. Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal. Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

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    Picardia, França

    Dumas Davy de la Pailleterie