A leitura de A Conquistadora fluiu com tranquilidade para mim. Teresa Medeiros tem uma narrativa consistente que acaba envolvendo o leitor. Mas, não será demais advertir que não se trata de um romance água-com-açúcar, também não é um livro de batalhas sangrentas, como induz a sinopse e o título. É uma estória de amor conflituosa, que me inspirou sentimentos contraditórios que felizmente se equilibraram ao final da leitura.
A ambientação do livro é excelente, nos sentimos verdadeiramente transportados para a Irlanda Medieval, no melhor estilo Senhor dos Anéis e Games of The Thrones. Até mesmo a presença do adorável Nimbus, o anão, lembra esses famosos épicos.
O ponto de partida se dá quando Conn, um poderoso rei Irlandês, decide eliminar o “monstro”, o inimigo feroz que matou cinco guerreiros do Fionna, o legendário grupo de guerreiros de Erin.
No confronto, Conn descobre que seu inimigo é “ela”, uma jovem de 16 anos determinada a vingar a morte de seus pais, empunhando ferozmente uma espada chamada “Vingança”. Conn fica cativado por Gelina, e perdoa seus atos, levando-a a sua fortaleza sob sua proteção. O sentimento entre eles começa a fluir naturalmente, apesar dos contrastes entre a posição de ambos, idade e experiência. Entretanto, Gelina foge e novamente se torna opositora de Conn, unindo-se a seu irmão e seus inimigos...é aí que começa a inconstância do relacionamento do casal, se amam, se odeiam, se perdoam , voltam a ser odiar, deixam-se levar pelas aparências, especialmente Conn. Durante essa trajetória, Conn foi consideravelmente abusivo com Gelina, cego pelo engano, o que o levou a condená-la sem direito a defesa. Ela, por sua vez, o perdôo com muita facilidade, o que me causou certa irritação, mas isso não macula as qualidades da mocinha.
Enfim, é uma estória interessante, cativante, especialmente para quem gosta de romances medievais bem retratados, com um romance instigante, polêmico, colocado a prova em vários momentos, seja pelo ódio, pela desconfiança, sendo uma pena que o epílogo tenha sido tão sucinto. Ultimamente ando particularmente atraída por livros assim, que estão longe de serem politicamente corretos e perfeitos. Leiam e formem suas opiniões. Leitura recomendada.