Rebecca (Colecção Dois Mundos #36) -

    Daphne Du Maurier

    [Lisboa] Livros do Brasil
    2011
    348 páginas
    11h 36m
    ISBN-14: 9789723808889.
    Português

    Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos… A consagração de Daphne du Maurier e da sua obra não é apenas a do êxito, mas, de justiça, a de uma escritora ilustre e de um romance perfeito no seu género, que ficará como um exemplo típico, e da maior categoria literária, da ficção que alia ao "suspense" um fino gosto estilístico e uma apurada penetração psicológica. Rebeca é, de facto, esse livro - aliciante, absorvente, vibrante de humanidade e de mistério. ==== Fonte: http://www.estantedelivros.com/category/daphne-du-maurier

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    Clio picture
    Clio09/10/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um típico romance gótico com o homem atormentado, a mocinha ingênua e a esposa louca... poderia ser facilmente deixado de lado se não fosse pelo fato de que a escrita é ótima. Com uma frase de abertura impactante, a obra de Du Maurier narra em primeira pessoa a desventura da protagonista que ao se casar com um rico homem mais velho, vê-se em um mundo para o qual não foi preparada e cujas falhas provocadas pela imaturidade levam a erros crassos de relacionamento. Rebecca, a personagem título, aparece apenas na memória e comentários dos personagens embora toda a trama seja baseada na vontade dela. Esse pode ser o maior trunfo da autora, causar no leitor a mesma sensação de incapacidade que a narradora sofre ao se ver conduzida pela superioridade daquela de quem nem mesmo chega a ser rival. Ainda não li a obra que a inspirou - ou da qual fez plágio - a brazuca, A Sucessora por Carolina Nabuco. Mas, a curiosidade está lá.

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