LITERATURA E JORNALISMO, PRÁTICAS POLÍTICAS - Discursos e Contra-discursos, o Novo Jornalismo, o Romance-reportagem e os Livros-reportagem

    CARLOS ANTONIO ROGÉ FERREIRA JÚNIOR

    EDUSP
    2004
    434 páginas
    14h 28m
    ISBN-10: 8531407710
    Português Brasileiro

    O jornalista Carlos Rogé Ferreira examina algumas relações determinantes existentes entre contradiscursos, um discurso emancipador de esquerda e narrativas literário-jornalísticas classificadas como Novo Jornalismo e romance-reportagem, considerados como paradigmas para os chamados livros-reportagem. Através da análise de obras de autores norte-americanos como Norman Mailer, Tom Wolfe, Gay Talese, e brasileiros como José Louzeiro, Renato Tapajós, Caco Barcellos, entre outros, o autor mostra como literatura e jornalismo são práticas políticas, enfatizando a natureza ideológica da comunicação, da arte e da própria existência do homem. As produções jornalísticas e literárias são entendidas como espaços importantes de descoberta e afirmação dos indivíduos e das coletividades, em um mundo no qual a questão da identidade se coloca de modo premente. O autor procura nesses textos literários e jornalísticos, escritos em épocas e locais distintos, semelhanças quanto à representação dos discursos, recorrendo à vasta bibliografia indicada ao final do livro. ''

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    Vinícius Calheiros26/03/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Reflexão literojonalística

    Investigação, descrição minuciosa, Panteras Negras, MSTs, Repressão ditatorial. Este é alguns dos assuntos abordados no livro que gera boas referencias sobre a prática da profissão por meio do jornalismo literário. O autor busca inserir sempre os textos das obras analisadas - justamente por ser uma adaptação de doutorado - que agrega ao objetivo de modo geral. No entanto, por ser um material adaptado, esperava-se mais coesão, organização. Há muitos comentários (inúmeros) que quebram o ritmo da leitura, notas de roda pé quem se estendem por páginas e até mesmo redundância em alguns tópicos. O lado positivo, há diversas referências brasileiras, sobre tudo no período ditatorial e a evolução da democracia moderna. O autor que mas me chamou atenção foi o Caco Barcellos com o icônico Rota 66 - exposição da violência policial “oficializada”. Também, é preciso destacar o excelente trabalho ao retratar o novo jornalismo (New Journalism) com Capote, Wolf, Norman, com referências inspiradoras. Os capítulos finais a respeito do jornalismo-literário-reportagem no Brasil foram desastrosos. Termos que envelheceram mal, com uma análise problemática sobre o relato de uma mulher trans. Chega ser contraditório uma obra que aborde tão bem questões políticas e sociais para o ano de lançamento, 2013, possuir uma pesquisa tão medíocre sobre pessoas LGBTQAPN+ . Reconheço que não havia nesta época discussões como as atuais, mas reitero que, uma obra que estuda o discurso politico literário deveria, no mínimo, se certificar melhor sobre o a forma que se aborda.

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