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    Pinocchio - (Puffin Classics)

    Carlo Collodi

    University of California Press
    1996
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9780140367089
    3.7
    25 avaliações
    Leram27Lendo6Querem14Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos0Desejados14Avaliaram25

    The old wood-carver Geppetto decides to make a wonderful puppet which can dance and turn somersaults, but by chance he chooses an unusual piece of wood - and the finished puppet can talk and misbehave like the liveliest child. But Pinocchio is brave and inquisitive as well as naughty, and after some hair-raising adventures, he earns his heart's desire.

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    jonasbrother16 picture
    jonasbrother1629/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O "making of" de um garoto

    "There was once upon a time a piece of wood"... A grande pergunta que move o conto de Pinóquio parece ser: o que esse pedaço de madeira vai se tornar? O tronco de madeira pode tornar-se muitas coisas nas mãos de um marceneiro, um ordinário "pé de mesa", como queria Master Cherry, mas também um elaborado fantoche, como quis Gepetto. É curioso que haja aqui esse "prelúdio" com Mestre Cereja, e que só depois a ideia de um boneco chamado Pinóquio surja: é o movimento ascendente que desde já começa para Pinóquio (Madeira > Pé de mesa > Boneco). Mas logo que Gepetto começa a trabalhar no boneco, a madeira começa a reagir, quase como se houvesse algo nela capaz de ser mais do que Gepetto imaginara. Não admira, portanto, Gepetto adotá-lo como um filho. Mais um nível é adicionado à escalada de Pinóquio, mas o que será? Madeira > Pé de mesa > Boneco > ???. No livro não é dada a princípio a possibilidade de Pinóquio tornar-se um garoto de verdade, isso só acontece muito mais para o final. A criança que ouve a história pela primeira vez, não sabe o que vai acontecer. O próximo nível da escalada de Pinóquio é mais complicado de alcançar, e não depende de Gepetto. Gepetto tenta de tudo, mas parece que Pinóquio deve colaborar, e esse é o grande obstáculo. É natural, portanto, que Gepetto saia logo da jogada, e só apareça como lembrança, ou visto de longe, durante muito do percurso do livro. Óbvio que a causa desta distância na história seja a própria rebeldia de Pinóquio, que o leva a enrascar-se em muitas situações diferentes. Não faltam avisos: de Gepetto (a "educação primária" de Pinóquio), do grilo falante (frequentemente interpretado como sendo "a voz da consciência", acho que por causa de seu pequenino tamanho, e da facilidade em ignorá-lo), e de outros personagens que vão aparecendo. Desses, o mais intrigante é a fada. Ela assume diversas formas ao longo da história, é declarada morta, mas volta à vida, e muitas outras coisas estranhas acontecem por meio dela. É uma personagem profunda, que merece mais reflexão de minha parte, mas para já eu a entendo como a força propriamente "atrativa" que age sobre Pinóquio e o chama a crescer. É aqui que a história ganha contornos espirituais muito interessantes. Um destaque na história é a dinâmica "tentação-pecado-arrependimento", que vai se repetindo em ciclos. E é tremendamente realista. Muitos são os motivos que levam Pinóquio a uma desobediência. Primeiro é a pura força da ignorância, talvez, mas isso vai ficando cada vez mais complexo. Más pessoas seduzem Pinóquio se passando por boas pessoas, e Pinóquio erra por acreditar nelas. Em outro momento, Pinóquio chega a dizer que "assassinos são coisas que nossos pais inventaram para nos impedir de sair à noite", duvidando da experiência dos mais velhos. Mas talvez o momento de "tentação" mais marcante de Pinóquio, seja quando o seu amigo Pavio o convida para a "Terra dos Brinquedos" onde só há diversão e não há regras. Pinóquio, diz "que delícia de país!", e "nunca lá estive, mas consigo imaginá-lo muito bem". A sutileza de Collodi em inserir o aspecto da imaginação presente em toda tentação! Obviamente, em todos esses casos a imaginação de Pinóquio o trai, e nada é realmente como ele imagina. Então, depois do banho de realidade, Pinóquio sempre faz um ato de contrição muito sincero, e muitas vezes tocante. O narrador chega a dizer que Pinóquio, apesar de rebelde, tem um grande coração. Pinóquio é obviamente uma história moralista, como muitos dos contos infantis eram. Isso pode irritar as nossas sensibilidades modernas, mas ao menos aqui há um tremendo bom senso na representação de cada situação moral. E não acho que alguém se daria mal aprendendo com o exemplo de Pinóquio. A única coisa que eu talvez mudaria é o foco nos "estudos", como se tudo isso fosse apenas para que Pinóquio fosse à escola todos os dias. Entretanto, é possível argumentar que até isso ganha mais "caldo" no final, e Pinóquio torna-se mais do que um bom garoto estudioso, mas uma força caridosa para o seu pai. Excelente livro.

    1 curtida

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    Carlo Lorenzini

    Carlo Collodi, pseudônimo de Carlo Lorenzini, (Florença, 24 de novembro 1826 — 26 de outubro 1890) foi um jornalista e escritor italiano do século XIX, famoso por haver criado o Pinóquio.

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    Carlo Lorenzini