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    Dom Quixote de la Mancha (Os Grandes Clássicos) -

    Miguel de Cervantes Saavedra

    Otto Pierre Editores
    1980
    664 páginas
    22h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    22421 avaliações
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    El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha (1605 y 1615) '-' O protagonista da grande obra de Cervantes — *Alonso Quijano* —, é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis preferidos. O romance narra as suas aventuras em companhia de Sancho Pança, seu fiel amigo e escudeiro, que tem uma visão mais realista. A ação gira em torno das três incursões da dupla por terras da Mancha, de Aragão e da Catalunha. Nessas incursões, ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico. O encanto da obra nasce do descompasso entre o idealismo do protagonista e a realidade na qual ele atua. Cem anos antes, Quixote teria sido um herói a mais nas crônicas ou romances de cavalaria, mas ele havia se enganado de século. Sua loucura residia no anacronismo. Isso permitiu ao autor fazer uma sátira de sua época, usando a figura de um cavaleiro medieval em plena Idade Moderna para retratar uma Espanha que, após um século de glórias, começava a duvidar de si mesma. ==== https://en.wikipedia.org/wiki/Alonso_Quijano https://en.wikipedia.org/wiki/Alonso_Fernández_de_Avellaneda '(...) At the outset of the work (Chapter 1 of Part I) we are informed that there is confusion about what his name is. Some (imaginary) authors, the text says, disagree about whether his name was Quijada or Quesada, although by reasoning ("conjeturas verosímiles") one could arrive at the name Quijana. At this point, Quijano is not even mentioned as a possibility, nor is Alonso... ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Dom_Quixote https://es.wikipedia.org/wiki/Don_Quijote_de_la_Mancha https://es.wikisource.org/wiki/Don_Quijote_de_la_Mancha https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8145/tde-02022010-140637/publico/SILVIA_COBELO.pdf https://classicostraduzidos.com/2016/04/25/dom-quixote-de-miguel-de-cervantes-traducoes-comparadas-1a-parte/ '(...) “Dom Quixote”, grande clássico do autor espanhol Miguel de Cervantes, foi lançado em 1605 (primeiro livro) e 1615 (segundo livro), e teve sete traduções publicadas no Brasil: a 1ª é a tradução dos Viscondes [António Feliciano de Castilho (Visconde de Castilho); Francisco Lopes de Azevedo Velho de Fonseca Barbosa Pinheiro Pereira e Sá Coelho (Visconde de Azevedo)] com a participação de Manuel Pinheiro Chagas (cujo nome não aparece nos créditos, no trabalho de revisão e finalização): tradução portuguesa lançada em 1876/1878 (Primeiro e Segundo Livros) e publicada no Brasil em 1898. E, pela primeira vez no século XX, em 1942/43 — via Edições Cultura Brasileira do jornalista e romancista Galeão Coutinho. É a tradução com maior número de edições no país. . .

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    Resenhas (1557)Ver mais
    Alessandra Rodrigues  picture
    Alessandra Rodrigues 17/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um clássico é um clássico por algum motivo

    Antigamente eu pensava que "Dom Quixote" seria apenas uma sátira às novelas de cavalaria e nada mais, porém descobri nessa leitura elementos que sobressaem em cima disso. É uma constante das narrativas fictícias, ainda que em doses mínimas, desperta em seus leitores reações de surpresas com o desenrolar dos acontecimentos no decorrer da história. Ao moldar a realidade a sua própria maneira de enxergar o mundo, o Cavaleiro da Triste Figura vive um ideal que se distancia da letárgica existência que antes tinha. Cada episódio de sua jornada se torna um acontecimento ímpar na "comparação do seu valoroso ofício", onde tudo pode acontecer sob os argumentos mais absurdos possíveis. Ainda que os méritos dos responsáveis por essa adaptação contemporânea, as narrativas de Dom Quixote surpreendem em natureza e humor tão atuais e familiares. Miguel de Cervantes aos modos de um jornalista, zomba do estereótipo tão popular de homem valente e moral através de uma narração que abrange o delírio narcisista de seu herói e a visão debochada de quem o assiste. Simplesmente não tenho receio de afirmar que o "Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha" é uma obra atemporal que permanecerá sendo lembrada enquanto existir pessoas que prezam uma boa literatura.

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