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    Armadilha mortal -

    Roberto Arlt

    L&PM Pocket
    1997
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 8525406139
    Português Brasileiro
    3.6
    96 avaliações
    Leram151Lendo4Querem43Relendo0Abandonos1Resenhas8
    Favoritos2Desejados43Avaliaram96

    Roberto Arlt (1900-1942) foi um dos maiores escritores argentinos deste século. Notável contista, deixou um conjunto de livros importantes entre novelas, romances e contos. Armadilha mortal é uma extraordinária coletânea de contos policiais, onde Arlt praticamente lança o gênero na literatura argentina. Aqui se verá o estilo apurado, as tramas muito bem articuladas num livro que se lê com prazer da primeira à última página.

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    Our Brave New Blog29/03/2017Resenhou um livro
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    RESENHA ARMADILHA MORTAL - OUR BRAVE NEW BLOG

    Ando muito viciado em livros policiais. Imagino que seja porque, depois de ler Formas Breves, um livro de ensaios de Ricardo Piglia, talvez o maior fã de Roberto Arlt vivo, uma frase ficou gravada na minha mente: o gênero policial é a nova tragédia grega. Vários dos grandes autores pós-modernos usam a estrutura policial desdobrando-a das mais variadas formas para construir as novas grandes obras ocidentais, e isso vai de Detetives Selvagens até Contra o Dia. Por isso, nada melhor do que conhecer as origens do gênero, e para isso temos esse livrinho do grande escritor argentino. Robertinho é considerado o Lima Barreto (o próximo homenageado da Flip, finalmente né, aliás eu vou nesse ano, quem vem?) da Argentina, o que para mim não é pouca merda, já que Lima Barreto é o influenciador secreto de vários escritores maravilhosos dentro da literatura brasileira, e o mesmo acontece com Arlt em seu país, de acordo com Bolaño. Ambos foram julgados como escritores ruins na sua época, o clássico incompreendido, justo por não ficar enrolando e atacar o problema de frente, e isso de todos os modos possíveis, tanto na estilística quanto na política e na sociedade. Conviveram com marginais e escreveram sobre eles, e,m por essa falta de medo do que a academia pensa, Arlt foi o primeiro a trazer o gênero policial, considerado menor durante muito tempo, para a América Latina. Mas apesar dessa punheta toda, quando você pega a obra para ler, ela não tem nada de mais. São uns sete contos com uma estética até moderna (nada de quarto fechado e detetives cabeçudos), mas nenhum acrescentando muito à sua vida como leitor. A escrita tem um ar de comum: não é demasiadamente seca como Hemingway, não é floreada como Joyce, não enche linguiça informacional como Mann, e às vezes soa até como canastrona, o que pode resultar em algo cômico, como visto no final do primeiro conto, ou pode ajudar a não manter a rigidez, que é o caso do segundo conto onde a tensão é alta desde a primeira frase. RESENHA COMPLETA NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/resenha-armadilha-mortal-roberto-arlt

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    3.6 / 96
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    • 1 estrelas1%
    Roberto Godofredo Christophersen Arlt profile picture

    Roberto Godofredo Christophersen Arlt

    Roberto Arlt (1900-1942) é um dos grandes fundadores da moderna narrativa argentina. Nasceu em Buenos Aires, no modesto bairro de Flores, e dividiu a sua vida de escritor com a de inventor. Esperava ganhar fama e fortuna através de um golpe de sorte no seu laboratório, tal como a personagem Remo Erdosain de Os Sete Loucos, nunca imaginando que a sua fama futura estava no seu trabalho como escritor. O ambiente das ruas, que Arlt tão bem conhecia, e a sua amizade com rufias, falsificadores e criminosos foram inspiração para alguns dos seus melhores textos. O seu primeiro livro, El Juguete Rabioso (1926), é o relato quase autobiográfico da sua adolescência na caótica Buenos Aires dos anos 20. Em 1929, publica aquela que será considerada a sua obra maior e ponto de viragem nas letras argentinas, o profético romance Os Sete Loucos. A sua continuação será o romance Los Lanzallamas, de 1931. A par da novelística, muitas das melhores páginas de Arlt foram publicadas em jornais, especificamente, as suas Aguafuertes Porteñas, publicadas diariamente, entre 1928 e 1935, no diário El Mundo, e, mais tarde, fruto de viagens a Espanha, as suas Aguafuertes Españolas.

    30 Livros
    15 Seguidores

    Roberto Godofredo Christophersen Arlt