Una Dulce LLama, com o título original Seize The Fire, é um livro que vou demorar a esquecer. É um dos primeiros romances de Laura Kinsale e, sem dúvida, ela colocou na narrativa todo o seu imenso potencial de uma brilhante contadora de histórias. Existe a segurança do final feliz? Sim. Mas, como se chega a ele, é o que faz toda a diferença e torna esse livro original, impecavelmente pesquisado, denso e extremamente humano. Eu particularmente adoro um enredo com uma ambientação histórica capaz de nos transportar aos lugares mencionados. Isso ocorre nesse livro, sem dúvida. Sheridan Drake, o herói ou anti-herói? Lamento informar que a decisão se posterga até os últimos capítulos, simplesmente porque esse protagonista ambíguo, complexo e fascinante incita os mais íntimos sentimentos de admiração e aversão, de acordo com o ponto de vista que nos colocamos. Sua personalidade em determinados momentos é plácida, em outros entra em estado de ebulição. Sheridan, um herói de guerra, amante, ex-escravo, um cínico, um vulcão a ponto de explodir, uma fera acossada, ou simplesmente um homem...até que entra em sua vida a otimista e sonhadora Olympia de Oriens, uma princesa exilada, que ama Sheridan de uma forma altamente idealizada. Eles embarcam em uma viagem sem precedentes, em terras longínquas, do ocidente ao oriente, em cenários parasidíacos e inóspitos; ele inicialmente motivado por razões egoísticas; ela pela liberdade de seu povo. Sheridan é o personagem que domina o livro, embora Olympia seja extremamente cativante. O romance entre eles é arrebatador e sensual. De forma dolorosa, Olympia compreende que ‘onde há belos unicórnios também há ferozes tigres’, mas ao lado de Sheridan ela aprende o verdadeiro significado da coragem e da lealdade.Amei.