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    Madame Bovary -

    Gustave Flaubert

    Folio Classique
    2009
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9782070413119
    4.2
    48 avaliações
    Leram96Lendo15Querem47Relendo0Abandonos5Resenhas3
    Favoritos2Desejados47Avaliaram48

    C'est l'histoire d'une femme mal mariée, de son médiocre époux, de ses amants égoïstes et vains, de ses rêves, de ses chimères, de sa mort. C'est l'histoire d'une province étroite, dévote et bourgeoise. C'est, aussi, l'histoire du roman français. Rien, dans ce tableau, n'avait de quoi choquer la société du Second Empire. Mais, inexorable comme une tragédie, flamboyant comme un drame, mordant comme une comédie, le livre s'était donné une arme redoutable : le style. Pour ce vrai crime, Flaubert se retrouva en correctionnelle. Aucun roman n'est innocent : celui-là moins qu'un autre. Lire Madame Bovary, au XXIe siècle, c'est affronter le scandale que représente une œuvre aussi sincère qu'impérieuse. Dans chacune de ses phrases, Flaubert a versé une dose de cet arsenic dont Emma Bovary s'empoisonne : c'est un livre offensif, corrosif, dont l'ironie outrage toutes nos valeurs, et la littérature même, qui ne s'en est jamais vraiment remise.

    Edições (10)

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    Resenhas (3)Ver mais
    Radamila Oliveira picture
    Radamila Oliveira31/08/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Não vou reclamar, eu li porque quis. Foi bom. História consistente. Fico triste com a menina que não teve culpa de nada. Final triste.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 48
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert