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    A Pedra do Meio-Dia ou Artur e Isadora - Literatura de cordel

    Bráulio Tavares, Cecilia Esteves

    Editora 34
    1998
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 85_7326_100_5
    Português Brasileiro
    4.1
    162 avaliações
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    Favoritos22Desejados143Avaliaram162

    Esta é a história de Artur, um andarilho valente que em sua caminhada salva a bela Isadora das garras de uma onça. Isadora precisa encontrar a Pedra do Meio-Dia para salvar seu reino enfeitiçado por um gigante com um sortilégio atroz. A narrativa é toda em forma de cordel e no final do livro Bráulio Tavares explica as origens e características deste gênero. [texto do site da editora]

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    tai barreto borges picture
    tai barreto borges18/10/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Eu não poderia ter dito melhor: leiam literatura de cordel

    "A literatura de cordel nordestina tem suas origens em diversas formas de poesia popular impressa que havia na Europa a partir do século 17. Em Portugal, esses livrinhos de histórias em versos eram chamados 'literatura de cegos'. [...] Os folhetos de cordel nordestinos geralmente são classificados por ciclos: há o ciclo de histórias sobre cangaceiros (como Lampião e Antonio Silvino); o ciclo das pelejas ou desafios de repentistas; o ciclo das vidas de santos (como o Padre Cícero ou Frei Damião); o ciclo dos folhetos jornalísticos, comentando fatos da atualidade; e muitos outros. Um dos ciclos mais populares é o dos 'romances' que contam histórias fantásticas, ou maravilhosas. [...] Os temas do maravilhoso no cordel são parecidos com os da literatura infantil no meio urbano. Na cultura das grandes cidades, existe uma separação entre a literatura 'realista' dos adultos e a literatura 'fantasiosa' das crianças; mas, no sertão, as crianças, os velhos e os adultos envolvem-se com o mesmo grau de intensidade com as histórias fantásticas narradas nos folhetos de cordel. [...] O autor de cordel, mesmo sendo em geral um indivíduo bem informado, usa os nomes de lugares e de pessoas pela sonoridade ou exotismo, sem se preocupar em fazer com que eles correspondam ao local ou à época onde se passa sua história. O leitor não deve estranhar se, num desses folhetos, o autor disser que num palácio do Oriente come-se macaxeira, ou então que no casamento da princesa os músicos tocam sanfona. O escritor de cordel mistura, sem a menor cerimônia, seu próprio mundo e o mundo de seus personagens" (Bráulio Tavares).

    17 curtidas

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    Bráulio Tavares

    Bráulio Tavares é um ensaísta, escritor, cineasta, produtor, músico, pesquisador e além de um dos mais importantes críticos literário contemporâneos do Brasil, em especial sobre a literatura de ficção científica, fantástica e do realismo mágico. É paraibano de Campina Grande mas a muitos anos esta radicado na cidade do Rio de Janeiro, de lá escreve para o Jornal da Paraíba.

    34 Livros
    37 Seguidores
    Paraíba, Brasil

    Bráulio Tavares