Bastidores de Hollywood - A influência exercida por gays e lésbicas no cinema (1910-1969)

    William J. Mann

    Landscape
    2002
    450 páginas
    15h 0m
    ISBN-10: 8588647168
    Português Brasileiro

    A influência exercida por gays e lésbicas no cinema 1910-1969; é uma análise cuidadosa e reveladora sobre a totalidade da experiência gay na Hollywood da era dos estúdios. Já se escreveu muito sobre como os gays foram retratados nos filmes, mas até agora nenhum livro tratou da influência exercida por eles nos bastidores. Assumidos ou não, gays e lésbicas desempenharam um papel preponderante em Hollywood desde o seu início. Os atores homossexuais - desde o primeiro ídolo das matinês, J. Warren Kerrigan, passando por Ramon Novarro, Marlene Dietrich, Clifton Webb e Rock Hudson - definiram o estrelado no cinema. Os diretores e produtores homossexuais - tais como George Cukor, James Whale, Dorothy Arzner e Ross Hunter - há muito estão entre os mais populares.

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    Daniel Boratto01/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O cinema jamais teria sido o mesmo

    Este livro é essencial para quem gosta de cinema e para quem se interessa pela história da comunidade LGBT...(etc.). A pesquisa feita pelo autor foi a fundo, e há partes um pouco cansativas. É uma pena que a maior parte das pessoas e até mesmo os filmes citados estejam hoje em dia meio esquecidos. Há muita informação interessante além de cinema, sobre mudanças de comportamento, principalmente. O autor conta, por exemplo, que após a Segunda Guerra muitos gays e lésbicas não quiseram mais abrir mão daquela comunidade de iguais que encontraram enquanto serviam o exército. Centenas (milhares?) chegaram a Los Angeles com uma consciência mais profunda de si mesmos e uma menor tolerância com a necessidade de esconderem suas vidas. Há um trecho de uma carta comovente da tia do famoso figurinista Howard Shoup, endereçada aos pais dele quando ele ainda era criança: “Em toda vida não há nada mais cruel do que atrelar Pégaso a um arado. O amor à beleza, o senso artístico é maravilhosamente visível em Howard, e torcer ou abafar isso seria uma crueldade brutal. Vocês chocaram um ovo de pato, deixem o bichinho nadar! Só porque você e o Francis não sabem nadar e preferem a terra seca, não é motivo para Howard ser obrigado a caminhar pelas estradas poeirentas. Deem uma vida feliz e livre, não o obriguem a lutar por isso. ” Para complementar a leitura, vale MUITO A PENA assistir o documentário “O Outro Lado de Hollywood” (The Celluloid Closet”) de 1995. Ele está disponível no YOUTUBE, gratuito, em ótima qualidade e com legendas em português. Este documentário mostra como gays e lésbicas eram retratados por Hollywood, sempre de fora pejorativa, sempre como os vilões da história e quase sempre morrendo no final do filme! Após a leitura deste livro fica mais impressionante constatar como uma indústria que empregava tantos gays era cruel na forma como eles eram retratados nos seus produtos (os filmes). Quem é jovem hoje em dia e cresce assistindo seriados e filmes tão friendly na Netflix nem imagina como o caminho até aqui foi árduo e penoso...

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