kripta circulou entre 1976 e 1981, publicada pela RGE, com histórias no gênero terror, ficção científica e mistério.
Nessa edição curti apenas a última HQ, em que dois sujeitos sinistros, no embate de uma partida de xadrez, falam do que representa a guerra para a humanidade, segundo suas percepções.
Teria iniciado em lutas individuais (assassinatos por razões diversas, correlacionados a uma visão pérfida); depois passou a representar algo heróico quando tornou-se os interesses de um grupo; passando em outra fase para convicção de necessária para manter a paz; e hoje, diante das histórias nucleares, está associada à aniquilação da humanidade. Guerra é morte e destruição, mascararam isso, mas nunca deixou de ser...
Nada de extraordinário, mas se essa história for capaz de instigar reflexões sobre a guerra, sem ilusão de heroísmo em suas ações e livre de percepção de necessária por "boa causa", vendo-a como sempre foi, de perfidez assassina por interesses, então será leitura interessante. Tem forçação de barra em querer dizer que um dos jogadores é um Cavaleiro do Apocalipse, mas dei atenção apenas ao que fez pensar.
As demais HQs não gostei, desenrolando-se em estética espetaculosa para impressionar, sem oferecer algo interessante nas entrelinhas, pelo menos para mim.
Leitura na quarentena em Macapá.