Uma só vez na vida é um dos melhores livros de romance que já li em minha vida. Confesso que sou fã de carteirinha de Danielle Steel, ela é uma escritora encantadora e transmite isso em seus textos. E esse livro, Uma só vez na vida, foi o primeiro que li da autora, fazendo-me refém de seus romances cheios de vida, paixão, força, esperança e um toque (bem discreto) de erotismo.
Prepare-se desde já, pois a história é fascinante, apaixonante, inebriante e triste, muito triste. Chorei (e choro toda vez que leio) litros do início ao fim.
Daphne Fields é uma mulher cheia de força e garra, que sobrevive a inúmeras perdas e ainda assim dá a volta por cima e torna-se uma famosa escritora norte-americana.
Numa noite fria de Natal, Daphne é atropelada e levada ao hospital em estado grave. A história se desenrola a partir dai. Entre a vida e a morte, em uma cama de hospital, a escritora revive momentos trágicos e gloriosos de sua vida.
Após perder o marido e a filha em um incêndio (em uma noite de Natal), Daphne descobre que está grávida e sozinha no mundo.
Andrew Jeffrey Fields (ela queria dar o nome do pai, Jeff, mas não teve coragem, pois as lembranças sempre voltariam e dolorosas demais) passou a ser o seu mundo. Daphne vivia em razão do filho. Quando Andrew estava com três meses, ela descobriu que o menino era surdo e isso só fez crescer ainda mais seu amor pelo filho. Passou a zelar 24 horas por dia pela segurança do filho, prevendo e evitando potenciais perigos a espreita do garoto.
Com o passar do tempo, Daphne entende que seu filho necessita de cuidados específicos para que cresça, em meio a outras crianças com a mesma deficiência, e seja capaz de lidar com os perigos e adventos da vida.
É assim que John entra em cena e Daphne conhece o amor pela segunda vez.
O romance é intenso e o amor verdadeiro entre eles, até que Daphne é posta a prova novamente e precisa enfrentar mais uma perda em sua vida.
Tenho que dizer que fiquei imensamente triste nessa parte do livro, pois me apaixonei encantei com John e torci muito para que os dois fossem felizes para sempre. Enfim, a personagem mostra-se mais uma vez forte e lutadora. Passa a viver para o filho e também para seus livros. (New Hampshire, cidadezinha em que vive durante o romance com John, foi onde Daphne descobriu-se escritora, primeiramente de contos e, logo em seguida, de romances literários.)
Não posso deixar de mencionar Barbara Jarvis. Amiga, confidente e assistente de Daphne, Barbara é uma personagem que se mostra tão forte quanto a amiga e passa a ser essencial na vida da escritora.
Apesar de dolorosas perdas, Daphne também atrai pessoas maravilhosas para sua vida. Bem como Matthew Dane, novo diretor da escola em que seu filho estuda e seu mais novo amigo e confidente. A relação que se estabelece entre os dois é linda, um romance certo, mas que se desenrola vagarosamente e é toda construída e fortalecida pela amizade.
Entendo o receio de Daphne em se relacionar mais uma vez, o medo de uma nova perda, uma nova decepção em sua vida e por isso, não enxerga o amor que transborda de Matt.
O final é emocionante, bem como o restante do livro, e me vi chorando (mais uma vez) e torcendo fortemente por Daphne, pela sua recuperação e pelo seu merecido final feliz.