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    A mulher trêmula - ou <i>Uma história de meus nervos</i>

    Siri Hustvedt

    Companhia das Letras
    2011
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788535918793
    Português Brasileiro
    3.5
    12 avaliações
    Leram26Lendo4Querem68Relendo0Abandonos2Resenhas1
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    Escrito por uma das mais destacadas ficcionistas americanas contemporâneas, este ensaio empreende uma busca pelas fronteiras entre o que somos e o que sofremos. Um livro único, misto de confissão, memória científica e documento literário sobre uma condição nervosa muito especial. Siri Hustvedt proferia um discurso homenageando o pai, um professor universitário morto dois anos antes, quando se viu tomada por uma série assustadora de tremores abaixo do pescoço. Braços e mãos se movimentavam convulsivamente, a despeito de sua voz, que continuava sendo emitida com clareza e segurança. Esse foi apenas um primeiro episódio - a ele se seguiriam outros, sempre suscitando o mesmo elenco de questões e mobilizando todas as armas intelectuais da escritora. Em A mulher trêmula, Hustvedt empreende uma busca pelas explicações - físicas, emocionais, filosóficas, clínicas - para sua situação. Desbravando com segurança um terreno marcado pela neurologia, psiquiatria, psicanálise e até mesmo pela criação artística, e o tempo todo amparada por autores como Dostoiévski, Freud, António Damásio e Oliver Sacks, a autora desnuda a própria narrativa dessa investigação ao mostrar que continua tendo mais perguntas do que propriamente respostas. Temas como os limites entre o físico e o mental, a atual supremacia dos fármacos sobre as teorias de Freud e a necessidade de narrar o sofrimento para melhor apreendê-lo são debatidos neste livro que revela uma autora no auge de sua argúcia e curiosidade intelectual.

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    Christiane Depooter24/07/2021Resenhou um livro
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    Dois anos e meio após a morte de seu pai a escritora Siri Hustvedt discursou em homenagem à seu pai em sua cidade natal no campus da Faculdade St. Olaf em Minnesota. Durante seu discurso ela sofreu uma crise, começou a tremer, do pescoço para baixo, mas sua fala permaneceu inalterada o que lhe permitiu terminar o pronunciamento. Este episódio não será o único, vindo a se repetir o que fará com que Siri inicie uma busca para tentar compreender o que lhe ocorria. Compreendo-a bem, esta necessidade intelectual de entender, se não levar à cura pelo menos sei o que se passa comigo. Isto a leva a um percurso tanto em médicos, psiquiatras e psicanalistas como também uma busca intelectual através de livros e pesquisas sobre o tema. É sobre este percurso que ela nos fala no livro e sobre tudo que aprendeu. Ela irá buscar tanto nas teorias psicanalíticas como também na neurociência uma explicação, indo além, levantando questões sobre a mente/cérebro, estudando casos de outros doentes, participando de encontros e palestras, e sendo voluntária num hospital psiquiátrico dando aulas de redação para os internados. Ela sofria há anos de enxaqueca e apesar do receio busca uma resposta para o caso de ser epiléptica, mas também estuda a histeria. Ao final ela acabará aceitando que as enxaquecas como as tremedeiras são ela mesma, ela é a mulher trêmula, ou seja, a tremedeira não é algo externo que a acomete, como uma invasão. Siri não se deixará convencer por apenas uma explicação como se fosse a verdade, ela sempre será crítica, avaliando e não se deixando levar por um conformismo. O mais importante é a percepção de que não podemos separar o corpo da mente, nem nos ater apenas a uma ciência ou explicação, somos muito mais do que isto.

    1 curtida

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    Siri Hustvedt

    Siri Hustvedt é uma escritora norte-americana de ascendência norueguesa. Bisneta de emigrantes noruegueses pelo lado do pai, Lloyd Hustvedt (destacado e galardoado professor de História Escandinavo-Americana), filha de uma emigrante norueguesa, Ester Vegan, Siri licenciou-se em História no St. Olaf College, doutorando-se em Literatura Inglesa na Universidade de Columbia (Nova Iorque), com a tese de dissertação Figures of Dust: A Reading of Our Mutual Friend, baseada na obra de Charles Dickens. Em 1981 casou-se com o escritor Paul Auster, com quem vive até hoje em Brooklyn, Nova Iorque. Da relação nasceu em 1987 a sua única filha, Sophie Auster (actriz e cantora). Seu primeiro romance, The blindfold, lançado em 1992, foi traduzido para dezesseis línguas. Siri também é poeta e ensaísta.

    13 Livros
    14 Seguidores
    Minnesota, Estados Unidos

    Siri Hustvedt