TEMPO ... Mar insondável, cujas ondas são os anos, Oceano de tempo, cujas águas de aflição Receberam o sal do pranto dos humanos! Tu, mar sem praias, que na cheia e na vazão Abraças os limites da mortalidade, E uivando por mais vítimas,em tua saciedade, Vomitas teus despojos em sua costa inóspita; Traiçoeiro em calma, horror na tempestade, Velejar em ti quem há de, Insondável mar!