"Um mudkó caiu do céu!"
A reportagem mais interessante em minha leitura: o relato de indígenas que presenciaram a queda e participaram do resgate dos corpos na tragédia do Vôo Gol 1907, ocorrida em setembro de 2006, com mais de 150 mortes.
A nave se chocou com outra menor no ar, ficando danificada e caindo na Serra do Cachimbo (norte do Mato Grosso) na terra indígena do Xingu, região com povos como os Caiapós, Wai-Wai e Texucarramãs. Estes reuniram guerreiros e fizeram expedição de vários dias, contribuindo para a localização e resgate.
Em destaque, o relato do cenário encontrado, com rio contaminado e corpos dilacerados. Teve eventos como achado de antropólogo que conheciam, partes espalhadas pelas árvores, vigilância para espantar animais, dinheiro espalhado, entre outros.
Curiosidade â parte, até o cacique Raoni (aquele que andou com o Sting) participou da expedição.
Também foram os últimos no local, pois após retirada do resgate realizaram rituais xamânicos que compreendiam importantes como purificação.
Enfim, relato histórico, visceral e impactante.
Vale registro que Mudkó é como chamam o avião, de significância literal de casca de árvore.
"Você ainda vai sentir saudades dos EUA"
Artigo de estréia da Seção Essencial, encontrada no início das edições, com proposta de reflexão em texto dinâmico sobre assuntos em destaque no momento.
Acredito que as observações sobre o desenvolvimento da China foram pontuais, destacando o progresso e ascensão mundial sem prioridade a questões de sustentabilidade ou correlacionadas à ética, por isso a definição de Estado Pragmático, de economia centrada no ganho absoluto sem valorização às questões citadas.
Na real, a maioria das nações (quem sabe todas) são na prática assim, com máscaras de acordos adotados para inglês ver.
Encontramos também reportagens sobre a luta entre diferentes espécies humanas pela sobrevivência no passado; sobre disputas por cientistas promissores nas ciências pelas nações em passado recente; sobre desparecimento de ilhas oceânicas em decorrência do aumento do nível do mar por conta do aquecimento global; e sobre o livro I Ching. Li estas sem muita empatia, mas reconheço importância. Um dia quero ler o livro abordado e chegar à criticidade própria. Por ora em nada me instigou com sua filosofia mística misturada à fenômenos da natureza.
Essas e outras na edição.